domingo, 27 de setembro de 2015

O BANQUEIRO DE MOSSORÓ - SEBASTIÃO FERNANDES GURGEL - PARTE IV

Por Mariana Gadelha

CATETINHO

Quem passa pela casa 98 da Praça Bento Praxedes, em Mossoró, até hoje pode ver os traços arquitetônicos originais da construção de 1918, erguida por Sebastião Fernandes Gurgel, que morou no imóvel com a família durante alguns anos e o vendeu em 1929 ao comerciante Miguel Faustino do Monte. 

 
Catetinho - issuu.com

Quando ainda era proprietário deste último, o casarão abrigou o então presidente Getúlio Vargas e sua comitiva em 13 de setembro de 1933, durante visita de dois dias a Mossoró, período em que foi instalado na cidade o Governo Provisório da República do Brasil. A partir daí o palacete foi batizado de "Catetinho", em alusão ao Palácio do catete, no Rio de Janeiro, à época sede do Governo Federal. 

A casa passou para as mãos da família Rosado em 1945, ano em que foi adquirida por Dix-neuf Rosado. Foi lá que o novo dono morou até seu último dia de vida, em 20 de abril de 1986, e onde a esposa Odete permaneceu também até a sua morte, em outubro de 2012.

Dona Odete e seu esposo Dix-neuf Rosado. Ele pertenci  à família numerada de Mossoró

Em matéria publicada Bzzz de dezembro de 2013, o repórter Thiago Cavalcanti lembrou o incêndio que destruiu o casarão em 12 de janeiro de 2000. "Ao ser consultada sobre onde iria querer morar, a matriarca Dona Odete foi enfática: "quero continuar morando no mesmo endereço, se for preciso usem todas as minhas economias para reconstruiu o Catetinho". Pedido feito, pedido aceito. Os filhos contrataram uma construtora e foram quatro meses de obras, dia e noite sem parar. "Toda a parte externa da casa foi inalterada, o resto foi reconstruído, o mais próximo do original", detalha.

O Catetinho ganhou um novo proprietário no ano passado, o empresário Almir Silveira, que pretende abrir um shopping popular mantendo o estilo arquitetônico da construção centenária. 
  
Jornalista Lúcia Rocha

Em visita ao imóvel no dia 16 de maio, a jornalista Lúcia Rocha fez registros do início das obras que foram embargadas pela fiscalização ambiental da prefeitura de Mossoró. Por enquanto, o futuro do empreendimento ainda é uma incógnita.

CONTINUA...

Fonte: Revista BZZZ
Digitado por José Mendes Pereira

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