segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

OS RESTOS MORTAIS DA BEATA MARIA DE ARAUJO...!


Aos 22 de outubro de 1930, o monsenhor José Alves de Lima promove a violação do sepulcro da Beata Maria de Araújo, logo Pe. Cícero é informado, ao chegar na capela com Geraldo da Cruz e um fotógrafo para documentar a violação. 


O reverendo já o encontra aberto recebendo a informação que nada havia no túmulo, restando apenas tecidos, pedaços de caixão e uma parte de crânio com cabelos. Os demais restos mortais está ignoto até os dias atuais. Há especulação que Ela esteja sepultada numa capelinha da zona rural de Aurora.

Página do Voltaseca Volta no grupo Lampião, Cangaço e nordeste

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domingo, 10 de dezembro de 2017

A BARRACHA E OS PNEUS

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de dezembro de 2017
Escritor Símbolo de Santana do Ipanema
Crônica 1.798

O recolhimento de pneus velhos nas cidades, por parte do governo estadual, é digno de louvor. Além de o pneu ser pesadão, serve bem para o mosquito da dengue, entulho e lixo e, praticamente, para nada mais. Entretanto, ainda não entendemos se o recolhimento acontece em todas as cidades alagoanas e se existe um calendário para isso. O pneu velho tornou-se matéria-prima importante para pavimentação.

ESTÁTUA AO SERINGUEIRO. BELTERRA (PA). Foto: (Rodrigo Bertolloto).

E por falar em pneu, lembremos os primórdios da borracha no Brasil. Foi a partir dos meados do século XIX que teve início na região Amazônica a extração do látex, matéria-prima para a produção de borracha. A seringueira, árvore da qual se extrai o látex, passou a ser alvo dos exploradores.
O ciclo da borracha no Brasil estava ligado à necessidade de produção para os mercados internacionais. Na época estava sendo iniciada a indústria de pneus e de automóveis norte-americana e europeia.
A extração do látex trouxe grandes mudanças econômicas e sociais. Inúmeros nordestinos migraram para a Amazônia para o trabalho da borracha. As secas prolongadas no Nordeste e as promessas sobre o látex atraíram famílias inteiras para a região da Floresta Equatorial.
O chamado ciclo da borracha teve seu declínio com a exploração de florestas do sudeste da Ásia que tomaram o lugar do Brasil na produção. Muitas famílias retornaram às origens, outras permaneceram no lugar. Modernamente várias comunidades, empresas e órgãos governamentais atuam na Amazônia de acordo com os princípios de desenvolvimento sustentável.
 O apresentado refresca um pouco a memória da história brasileira da borracha, o valor dos pneus, o descarte correto por um órgão credenciado de recolhimento e destino das carcaças.
Estamos ainda atrasados e sem opções no recolhimento não só de pneus, mas também de pilhas e lâmpadas queimadas. O nosso município sempre anda a reboque das medidas ambientais de proteção à Natureza.
Pelo menos, abrem-se os olhos.


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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

GONZAGA VIVE, DO FRANCISCO ALVES CARDOSO, É O MAIS RECENTE LIVRO DA BIBLIOGRAFIA GONZAGUEANA. P

Por Kydelmir Dantas

Recebemos das mãos do autor, via correios, e agradecemos escrevendo:

Bom dia, Coroné Chico.

Apois diga!

O livro num chegou!?

Bonito que só ele!!! 'Chêi' de letra e retrato.

Agora... O mais bacana... Cheio de amigos e admiradores do 
PARQUE CULTURAL "O REI DO BAIÃO"

Acredito que quando vosmecê recebeu os depoimentos nos textos sentiu que "valeram a pena o esforço, as brigas, as raivas e, principalmente, as alegrias ali registradas."

Por estas e pelas que virão...

GONZAGA VIVE!

Parabéns nobre amigo CHICO CARDOSO... 

Baluarte da Fazenda São Francisco, criador e mantenedor do Parque Cultural "O Rei do Baião", no município de São João do Rio do Peixe-PB.

'Arreceba' um 'acôcho' do amigo e admirador, cá de Nova Floresta-PB e de Mossoró do sal.

Seu criado a seu dispor.
Kydelmir Dantas.

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

SUPOSTO EZEQUIEL IRMÃO DE LAMPIÃO EM SERRA TALHADA

Vídeo do Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=jDc0nPpkzUA&pbjreload=10

Sobre o aparecimento de uma suposta pessoa em Serra Talhada-PE, há décadas atrás, se dizendo ser o "EZEQUIEL"  irmão de Lampião, vejamos o que disse a respeito do assunto, o mestre no estudo do cangaço ( autor de 15 livros ), O DR. ANTÔNIO AMAURY CORREIA DE ARAUJO, ao repórter Dr. Paulo Gastão.

Vídeo com o selo Aderbal Nogueira.
Publicado em 17 de dez de 2014
Entrevista durante o julgamento simulado de Lampião em serra Talhada.
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domingo, 3 de dezembro de 2017

POR QUE PROIBIR DE PROPAGAR O NOME “MARIA BONITA” NA POUSADA DE FERNANDO DE NORONHA?

Por José Mendes Pereira
Maria Bonita e Lampião

É grande o número de pessoas que comentou sobre o que escrevi no facebook ”, nos grupos: Lampião, Cangaço e Nordeste, Ofício das Espingardas e Historiografia do Cangaço ( links dos três grupos, no final desta página),  com o título: “A SUA OPINIÃO, LEITOR, É MUITO IMPORTANTE, em favor da permanência do nome “Maria Bonita” desde que seja homenageando-a em qualquer repartição ou comércio, principalmente na pousada de Fernando de Noronha, tendo esta, sido notificada por dona Expedita Ferreira Nunes filha de Lampião e Maria Bonita.

Escritor Sérgio Cabral e dona Expedita de Oliveira Ferreira Nunes

O site http://varelanoticias.com.br publicou que, dona Expedita  de Oliveira Ferreira Nunes  notificou o ator do canal de televisão “Globo” “Bruno Gagliasso” por usar nome da mãe “Maria Bonita” em pousada (hotel de luxo) na Ilha de Fernando de Noronha, na América do Sul, no Nordeste do Brasil, (administrada pelo Estado de Pernambuco).

De acordo com a defesa da filha dos  reis do cangaço Lampião e Maria Bonita o seu nome só pode ser usado para fins comerciais “com autorização dos titulares ou seus herdeiros”.

Pousada Maria Bonita na Ilha de Fernando de Noronha

O site diz ainda que a pousada que recebeu o nome da rainha do cangaço foi inaugurada no mês de novembro de 2016, e tem um valor em torno  de R$ 4,5 milhões, e as diárias chegam a passar de 1 mil Reais. 

O famoso ator parece que ainda não se importou com isso (eu fiz pesquisa na internet sobre qualquer manifestação dele, mas até agora, não justificou o porquê de ter colocado o nome de “Maria Bonita” na sua pousada).

Todos que estudam o tema “cangaço” inclusive eu, que não tenho muita bagagem em relação ao assunto, apenas me divirto com esta literatura tão interessante, ficamos sem entender o porquê  desta proibição feita pela dona Expedita de Oliveira Ferreira Nunes.

O nome “Maria Bonita” nunca foi registrado em cartório nenhum do Brasil, afirmando que é o verdadeiro nome da rainha do cangaço ou o seu apelido. A companheira do afamado e sanguinário Lampião sabemos que o seu nome registrado em cartório na “Certidão de Nascimento” aparece como sendo Maria Gomes de Oliveira e não “Maria Bonita”.

O cangaceiro Volta Seca

O jornal “ O Pasquim” link no final desta página, em setembro/outubro  de 1973, (possivelmente este jornal circulava em 2 em dois meses, mas apenas suponho, por ele aparecer dois meses ao mesmo tempo),  publicada na edição de nº. 221, o cangaceiro Volta Seca fala sobre o apelido de “Maria Bonita”

O jornalista do jornal citado, o Ziraldo lhe faz a seguinte pergunta:

- Agora, esse nome, “Maria Bonita” foi o pessoal do bando que botou nela, ou foi a lenda? Vocês não a chamavam de “Maria Bonita”, não né? Era só Maria? 

(Ziraldo diz vocês, mas se referindo a eles, cangaceiros).

Responde o cangaceiro Volta Seca:

Não, não chamava “Maria Bonita”. O nome dela legítimo era Maria Déia...

Lógico, amigo leitor, que o Volta Seca não sabia o seu nome verdadeiro, por isso ele fala que era Maria Deia. Mas veja, quem a chamava de Maria Deia era o pessoal do seu convívio familiar, vizinho etc na sua terra natal, acho.

Continua o cangaceiro Volta Seca:

- “Maria Bonita” quem botou foi o pessoal deles, lá da polícia mesmo. “Maria Bonita”, porque ela era bonita mesmo, e tal. Então foi que eles deram esse título a ela de “Maria Bonita”. Mas lá no bando não tinha disso não. 

Eu já li, não sei onde, eu não estou criando, que quando os cangaceiros falavam diretamente com “Maria Bonita”, chamavam-na de dona Maria. E quando se referiam a ela, chamavam-na de dona Maria do capitão. Concluindo o meu raciocínio, “Maria Bonita” era apenas um apelido “carinhoso ou maldoso” que os policiais e a imprensa a nomearam sem intervenção dos cangaceiros.

Com isso, dona Expedita de Oliveira Ferreira Nunes dona de uma maravilhosa simpatia, deve colocar um ponto final  neste assunto (movimento), e não dar mais ouvidos aos seus advogados, que estão querendo arrancar dinheiro do ator Bruno Gagliasso, só porque ele é milionário, e isso não é justo, principalmente diante dos olhos de Deus.

Ator Bruno Gagliasso

Mas veja bem, leitor, hoje a notificação foi feita com o Bruno Gagliasso só pelo fato do tamanho da sua riqueza. E por que outros que desrespeitaram em livros, que ”Maria Bonita” traía Lampião com o cangaceiro Luiz Pedro, e  que Lampião era gay, e  que existia um triângulo amoroso entre Lampião, Maria Bonita e Luiz Pedro e ficou por isso mesmo? O problema é que, quem escreveu isto sobre o triângulo amoroso de Lampião, Maria Bonita e Luiz Pedro, não tem o tamanho da riqueza que tem o ator Bruno Gagliasso, já que a sua pousada está avaliada em torno de 4,5 milhões de reais. O ator não usou nenhum tipo de deboche com “Maria Bonita”, apenas homenageou a rainha do cangaço, e por que os que debocharam dela e de Lampião ainda não receberam os seus devidos castigos? Prova que o problema não é o apelido da rainha do cangaço que está em jogo, e sim, o monte de dinheiro (talvez 25%, não sei bem, porque eu não entendo de lei)  que os advogados irão arrancar ilegalmente do ator Bruno Gagliasso, quando for pago o direito/olegal a dona Expedita de Oliveira Ferreira Nunes o uso do nome “Maria Bonita”, na pousada de Fernando de Noronha. Advogado nenhum se preocupa com isso sem interesse, ou será por dinheiro, ou do contrário, “quero lá saber disto!”.

Mas o que irá acontecer com o estudo sobre “Maria Bonita” já que está sendo exigido que, tem que estar legalmente perante a justiça, isto é,  para usar o seu apelido que seja referente lucros financeiros?

Mas vejamos o seguinte: “Maria Bonita” é a peça principal do estudo da “Empresa de Cangaceiros Lampiônicas & Cia”, por isso, alguns advogados tentam ganhar o seu percentual em cima do ator Bruno Gagliasso, e se todos os cangaceirólogos abandonassem o estudo sobre a rainha do cangaço “Maria Bonita” e passassem a estudar a musa/sussuara Dadá, Sila, Aristéia, Duvalina, Maria de Pancada, Adília, Inacinha, Dulce Menezes (que ainda está viva e poderá falar mais um pouco sobre o cangaço), e outras cangaceiras, de repente, dona Expedita de Oliveira Ferreira ficaria cobrando que, Maria Bonita é a rainha do cangaço, é quem deve ser estudada.

Um fato interessante que eu vi alguns anos, em um canal de televisão, não me recordo qual Estado do Brasil e muito menos a cidade que isto aconteceu: Um influente político mandava e desmandava na cidade, poderoso todo e ninguém nunca teve condições de derrotá-lo nas eleições para prefeito, e certo dia, um jornalista já famoso ultrapassou um pouco, batendo verbalmente na sua pessoa. Quando ele soube, procurou o jornalista e aplicou-lhe uma grande surra, fazendo com que o profissional da comunicação ficasse aos cuidados de um esculápio. Mas quando a delegacia (sindicato dos jornalistas) tomou conhecimento disto, reuniu todos os seus sócios, e lá, combinaram que, nunca mais, a imprensa falaria em seu nome, nem de bem e nem de mal, o influente político desapareceu do mundo político, isto é caiu no esquecimento. Nunca mais se elegeu a prefeito da sua cidade.

Então deixa “Maria Bonita” embelezar gratuitamente  as lojas, as pousadas, as praias. Deixa viver pelo menos o seu apelido, não mate quem materialmente já morreu. Deixa ela ser a estrela dos estudos cangaceiros. Deixa que os cineastas e fotógrafos continuem com as suas câmeras direcionadas à sua foto. Deixa os holofotes pegarem Maria Bonita. Deixa de cobranças de valores desnecessárias. Cuidado com o que cobra, para não matar “Maria Bonita” de uma vez, retirando-a do meio dos estudiosos do cangaço e dos brasileiros!

Estudar sobre a vida de Maria Gomes de Oliveira a rainha do cangaço a “Maria Bonita” e seu companheiro Virgolino Ferreira da Silva o rei do cangaço “Lampião”, é fantástico, mas desde que seja um estudo gratuitamente, sem pressão, sem obrigação de maneira alguma, livremente, que possa usar tudo que se sabe e o que aconteceu durante a vida do casal de cangaceiros, e depois da sua morte, com respeito ao infeliz casal de cangaceiros, que o destino preparou para ele um monte de tristezas durante a sua vida aqui na terra. Deixa o casal viver em paz, pelo menos o seu nome.

O professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio falou o seguinte:

"O dia em que surgisse uma associação dos descendentes de vítimas de Lampeão e cobrar reparos... eu queria ver..."Prescreveu... mas não se esquecer"... seria um bom lema".

https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/12/entrevista-de-volta-seca-jornal-o.html

Informação: Em nenhum momento eu usei palavras desagradáveis com a família Ferreira, ao contrário, sou um grande admirador desta família, apenas escrevi o que eu penso.

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

MÉDICO BRASILEIRO QUE ACOMPANHOU NECROPSIA DE ELVIS AFIRMA: ELVIS PRESLEY NÃO USAVA DROGAS!

https://www.youtube.com/watch?v=UEjnyYwHIw0

Publicado em 18 de ago de 2015

Raul Lamim, médico brasileiro que participou da necrópsia de Elvis Presley e teve acesso a todo o seu prontuário médico (todo ano Elvis fazia um checkup completo no Hospital Batista de Memphis), afirma categoricamente: em nenhum exame, tanto da necropsia quanto durante todas as vezes que Elvis passou pelo hospital, foi constatado algum indicio de drogas, álcool ou fumo. Elvis não tinha nenhum tipo de vício deste tipo!
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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

LAMPIÃO - OS TABUS CONTRA AS MULHERES DENTRO DO CANGAÇO

Por Verluce Ferraz
https://www.youtube.com/watch?v=uinZAkjEqmk&feature=share

Publicado em 23 de jun de 2017

Lampião e os tabus contra as mulheres explica o preconceito do cangaceiro, afastando-as de seus grupos, por mais de 32 anos. Ao admitir a entrada da Maria de Déia (Maria Bonita) no cangaço, Lampião mudará seus costumes aceitando sua vocação para os trabalhos feminis. O estudo mostra um caso de 'inversão' entre cangaceiros; explicado à luz da psicanálise.
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Música
"Acorda Maria Bonita" por Volta Sêca ( • )

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

DOIS GRANDES MOSSOROENSES

Por José Romero de Araújo Cardoso
João Batista Cascudo Rodrigues e Vingt-un Rosado

Dois grandes mossoroenses: João Batista Cascudo Rodrigues (Mossoró, 23 de Junho de 1934 – Brasília, 03 de Outubro de 2009), fundador e primeiro reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e Jerônimo Vingt-un Rosado Maia (Mossoró, 25 de Setembro de 1920 – Mossoró, 21 de Dezembro de 2005), fundador da ESAM (Hoje UFERSA), da Coleção Mossoroense e de museus e bibliotecas em Mossoró/RN e na minha querida terrinha de Governador Dix-sept Rosado/RN. Saudades dos dois grandes e inesquecíveis amigos!

José Romero Araújo Cardoso (UERN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/FAFIC – Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais/DGE – Departamento de Geografia  –  ICOP – Instituto Cultural do Oeste Potiguar/SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço/ASCRIM – Associação dos Escritores Mossoroenses).

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sábado, 25 de novembro de 2017

PEQUENO PERFIL DO FOTÓGRAFO BENJAMIN ABRAHÃO CALIL BOTTO (1901 – 1938) ARSENIO ALVES DE SOUZA - ALGUNS DADOS AGREGADOS

Por Rubens Antonio

Imagem em processo de retificação
-
Foto original com dedicatória a uma irmã deste, manuscrita pelo mesmo, atrás, datada de 1949.

Imagem em miniatura em porcelana, que era utilizada por outra irmã deste, em um pendente de ouro.


Um dos filhos de Arsenio, aos 2 anos de idade, em 1935.
Fernando Carlos

Do Almanaque da Polícia Militar do Estado da Bahia, ano 1954
.
No livro de assentamentos do Cemitério do Campo Santo, em Salvador, inscrito em 29 de dezembro de 1955:


Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço o baiano Rubens Antonio

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ

https://www.youtube.com/watch?v=INWPxqUSXEY&t=100s

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terça-feira, 21 de novembro de 2017

O CHAPÉU QUEBRADO DO CANGACEIRO..!

Por Voltaseca Volta

Muito se tem discutido sobre a origem do chapéu do cangaceiro.


Para alguns, o seu design teria sido originado da influência do chapéu do imperador francês Napoleão Bonaparte (vide foto, acima). Para outros, seria criação dos próprios cangaceiros. Não existe uma pesquisa profunda sobre o respectivo assunto. Pessoalmente, entendo, que o CHAPÉU CANGACEIRO DE ABAS LARGAS teve como inspiração, o chapéu do VAQUEIRO NORDESTINO. 


Após alguns anos no cangaço, sobretudo na fase baiana (que se iniciou em agosto/1928, com a passagem de Lampião cruzando o Rio São Francisco), O CHAPÉU passou a ser mais estilizado, com a inserção de moedas de ouro/prata na testeira e, na aba e, muitos enfeites no barbicacho, além de símbolos de proteção, como a variação da estrela de 6 e oito pontas. 

A entrada das mulheres no cangaço, sobretudo das cangaceiras DADÁ (companheira de Corisco) e, de SILA (de Zé Sereno), que eram excelentes costureiras, além do próprio Lampião que era um grande artesão em couro, deram uma nova estética às suas roupas / chapéus /cartucheiras..etc...

FOTOS:

Acima, fotos dos vaqueiros do major Quinca Leonel / Belmonte-PE, que já no início do sec. XX, usavam o chapéu de aba larga. (Foto: Valdir Nogueira);

Foto de Lampião com seu chapéu bastante ornamentado e, do imperador Napoleão Bonaparte (pescadas no Google).

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sábado, 18 de novembro de 2017

UMA RARIDADE PRA ENRIQUECER MINHA BIBLIOTECA!


Nos anos noventa, em pesquisas nos sebos de São Paulo, encontrei a primeira edição do livro Lampião Rei do Cangaço, do escritor Eduardo Barbosa, lançado em 1958. Naquele dia, fiquei só na vontade mesmo, pois , tratando-se de uma edição rara, o vendedor pediu um preço bem elevado na época, se não me engano, foi a quantia de 250,00. Depois de todos esses anos, consegui encontrar a mesma edição de 1958, desta vez, por um preço bem acessível. E hoje ele está aqui na minha modesta biblioteca do cangaço!

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1533038080111477&set=a.642023152546312.1073741832.100002158993561&type=3&theater

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sábado, 11 de novembro de 2017

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados. 

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
frnpelima@bol.con.br

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

8º ENCONTRO INTERCONTINENTAL SOBRE A NATUREZA ENCERRA COM A LEITURA DA CARTA DE FORTALEZA O2017


Encerrou, nesta quarta-feira, 08, no Centro de Eventos do Ceará, na Capital Alencarina, o 8º Encontro Intercontinental Sobre a Natureza – o2017. O evento durou quatro dias e contou com a presença de grandes autoridades. Líderes e especialistas em água.
Dia 05, foi realizado o plantio, em mutirão, de mudas de árvores nativas na área de preservação ambiental do Rio Cocó, na cidade de Fortaleza, para compensação de carbono 02.
Vários cursos foram realizados: Introdução a Construção Sustentável; Reuso de Água para Fins Potáveis; Regulação dos Serviços Públicos – Teoria e Prática; Águas Soterrâneas como Alternativa à Segurança Hídrica, (ministrado pelo Professor Doutor Itabaraci N. Cavalcante) e Águas Envazadas: Fontes, Equipamentos, Custos e Consumo Humano.
Além destes cursos, foram realizados: Fórum, Conferência Magna com o Tema: Governança da Água e Segurança Hídrica para os Usos Múltiplos, Palestras, Mesa Redonda, Fórum de Líderes Nacionais e Internacionais.
O Encontro Intercontinental encerrou com a leitura da Carta de Fortaleza O20217.
O Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú esteve presente através de seus membros Engenheiro Agrônomo Antonio dos Santos de Oliveira Lima (Dr. Lima) da FAC e Raimundo Irismar da Cagece – Sobral.
                   
Paralelo ao evento, houve distribuição de mudas, exposição de artesanatos e as jovens Flaviana e Leidiane, que estavam com um stand do DNOCS, fizeram doações de livros que contam a trajetória dos 100 anos do DNOCS.
Carta de Fortaleza 02017 – “Cientistas, estudiosos, governantes, usuários e simpatizantes das questões ambientais, preocupados mais especificamente com os caminhos para segurança hídrica e bem estar da sociedade em um  futuro próximo estiverem reunidos em Fortaleza, do Estado do Ceará, por ocasião do Encontro Intercontinental Sobre a Natureza o2017 - 8ª Edição, para discutir o estado da arte e soluções inovadoras para apresentar a sociedade com resultados conclusivos, por meios de cursos de capacitação.  Palestras, mesas redondas, apresentação de casos exitosos e conferencias. Fórum de líderes. Foram discutidos temas técnicos diversos focados na transversalidade do tema do evento: Governança da Água e Segurança Hídrica para usos Múltiplos. .... Abordou a temática da responsabilidade da segurança hídrica”.



Dr. Lima

OBRA DO ARTISTA PLÁSTICO EDUARDO LIMA

Por Eduardo Lima

Para quem não me conhece sou Eduardo Lima. 

Sou artista plástico e moro em Barreiras, no Estado da Bahia. 

Costumo retratar o cangaço de forma peculiar.

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

ZÉ PEDRO: CANGACEIRO DE PARADOXOS

Por Joel Reis

A numerosa família Pedro habitava um quarteirão inteiro da Rua da Conceição, em Juazeiro do Norte – CE. Constituída por Mané Pedro, Chico Pedro, Antônio Pedro, João Pedro, Joaquim Pedro, outros Pedro e Zé Pedro; o mais velho dos irmãos e chefe da família. Eram homens do trabalho, uma família de lavradores de mandioca no chapadão do Araripe, mercadores de cereais das feiras do Cariri, artífices carpinteiros, sapateiros, ferreiros... Viviam com certa prosperidade em terras que para viver é preciso ter coragem.

A família Pedro não era de levar desaforo para casa. Mesmo no modo de vida pacato que levavam os Pedro mostravam coragem a cada passo, depressa se habituaram à luta. 

Zé Pedro, ora carrancudo, ora alegre e risonho, possuía muita força vital, corpulento, estatura alta, cabeça chata, cabelos encarapinhados, face, boca, dentes e orelhas regulares, aliás, não tinha nenhum outro estigma físico aparente de degenerescência. Usava chapéu de couro grande e quebrado na testa, um rifle, um revólver, um punhal, duas cartucheiras e um saco de bala. Apesar da valentia era um cangaceiro de atitudes nobres, não tomava dinheiro à força, não matava por perversidade, não desonrava e não incendiava. Um cangaceiro destemido, que só brigava, ou quando provocado ou por questões políticas. Não tinha preocupação nem vaidade.

Em 23 de janeiro de 1914, Zé Pedro liderou mais de 40 homens, entre eles seus irmãos, no ataque ao Crato – CE. Insultaram a tropa de guarnição da cidade, para fazê-la gastar munição, mas não se contentaram. Zé Pedro tomou a trincheira do Barro Vermelho, a do Fundo da Maca e a da Praça do Rosário, arrebentou as grades da cadeia do Crato e restituiu a liberdade ao famoso Zé Pinheiro. Em vinte horas de fogo tomou a cidade. Assim, a Revolução de Juazeiro do Norte sagrou-se vitoriosa. 

Certo dia, Zé Pedro em uma bodega a beber, alguns soldados o quiseram prender. Raimundão um soldado valente e desordeiro, foi quem lhe deu a clássica voz de prisão: “esteje preso”. Antes não o fizera porque certamente, pela primeira vez, sua cabeça sofreu a consequência da sua ousadia, do seu atrevimento de querer prender o mais valente dos Pedro. Uma forte bofetada estalou-lhe tão pesada no ouvido, que Raimundão baqueou, pesadamente, no solo. Fechou o tempo. Cerca de quinze soldados eram presentes. Naquele momento, a única arma de Zé Pedro era um punhal de três palmos. Era quanto bastava. Como, porém, não era perverso, preferiu apenas abrir alas... Com o punhal traçou uma circunferência, colocou-se de pé no centro dela e bradou: 

- Ô macaco! (é assim que os cangaceiros chamam os soldados) Quem pôr o pé neste risco, morre... (e morria mesmo).

Os soldados tinham plena certeza disso. Assim, acharam melhor dar por findo o incidente e continuar a beber com Zé Pedro. Com um cangaceiro valente, não procede de outra forma a polícia dos Sertões.

Outro fato se deu na chapada do Araripe, local onde havia uma grande plantação de mandioca, e os criadores de Pernambuco acharam que deviam fazer solta de seu gado na lavoura dos romeiros do Padre Cícero, os desbravadores e cultivadores daquela serra. O governo de Pernambuco, diante da reação dos romeiros, mandou para aquela serra uma força de polícia para garantir o gado dos criadores do seu Estado, na destruição da lavoura dos agricultores do Cariri.

Zé Pedro e seu amigo inseparável Mané Chiquinha foram ao encontro da tropa. E no fogo da Taboca, do embate dos dois com o exército pernambucano, resultou sair ferido um porco, o qual, morrendo depois. O oficial comandante se apressou em indenizar o respectivo dono! De certo, para Recife, a história foi contada de modo a realçar a correção do oficial comandante da tropa que enfrentou dois cangaceiros e matou um porco! Tem sido dessa ordem as providências dos governos do Norte, na repressão ao banditismo.

Zé Pedro bem que podia ter chamado a serra Zé Pinheiro e seus homens que estavam garantindo o gado na destruição da lavoura dos pobres. Teria assim feito diminuir, um pouco, a calamidade da seca de 1915, prestando mais um grande serviço ao Estado, mas não quis chamar. Os ousados camaradas inseparáveis, Zé Pedro e Mané Chiquinha habituados às grandes caminhadas iam pela mata densa da chã, até chegar à vereda estreita por onde os soldados eram forçados a passar. Escondidos em cima de uma árvore, um deles atira, de repente, o estrondo causa pânico e o terror assola a soldadesca que correu pelos matagais da chapada.

Mesmo diante do perigo, Zé Pedro zombava de tudo, nada temia. Depois, vitorioso, admirado por todos, não se gabava de seus feitos, não reclamava glória para si e muito menos se mostrava superior a nenhum companheiro. Havia homens assim naquele meio e não tinha como saber exatamente os motivos que os tornaram cangaceiros. Não são criminosos natos, não fazem profissão do crime, nem mesmo têm instintos perversos. 

Zé Pedro era um desses, nas ocasiões em que lhe ofereciam dinheiro para matar alguém, não aceitava; ou às vezes aceitava, mas não matava. Em tom de brincadeira, contava depois a história ao que devera assassinar, sem, contudo, dizer quem fora o mandante. Quando pediam para atear fogo em uma propriedade, não executava tal pedido e ainda avisava o proprietário que se precavesse.

Segundo Antônio Xavier de Oliveira (1920) houve cangaceiros assim, que não eram tão maus como se pensa e se diz. Como Zé Pedro alguns eram honestos, valentes e nobres, pois, piedade para eles. Em vez de bala e cadeia, um livro e uma escola.

REFERÊNCIA

XAVIER, A. de Oliveira. Beatos e Cangaceiros. Rio de Janeiro: [s.n.], 1920.
NOTAS
*José Pedro se destacou como chefe de grupo na revolução do Juazeiro de Norte – CE, em 1914. O bando de José Pedro era formado por irmãos e amigos, os Pedro, atuou em torno da chapada do Araripe nos primeiros anos do século XX, até ser assassinado pela polícia do Crato – CE, em maio de 1924.
* A foto de Zé Pedro também aparece nas seguintes obras:
FACÓ, Rui. Cangaceiros e fanáticos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972. (A foto de Zé Pedro aparece na p. 14, mas apenas na versão impressa, a versão em PDF que está disponível na internet não possui fotos).
MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do Sol: violência e banditismo no nordeste do Brasil. 5 ed. São Paulo: A Girafa. 2011. (A foto de Zé Pedro aparece na p. 399, mas com apenas uma legenda simples na p. 398).
OLIVEIRA, Aglae Lima de. Lampião Cangaço e Nordeste. Rio de Janeiro: Edições O cruzeiro, 1970. (A foto de Zé Pedro aparece na p. 37 com apenas a legenda “Zé Pedro, Fanático do Crato”).
XAVIER, A. de Oliveira. Beatos e Cangaceiros. Rio de Janeiro: [s.n.], 1920. (A foto de Zé Pedro aparece na p. 86).
P.S. O único livro que encontrei falando sobre o tema supracitado foi o “Beatos e Cangaceiros (1920)” de Antônio Xavier de Oliveira que nasceu em Juazeiro do Norte (CE).

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