quarta-feira, 22 de março de 2017

EX-CANGACEIRA "SILA"...

Por Voltaseca Volta

EX-CANGACEIRA "SILA"... pouco depois que chegou em São Paulo-SP, ao se formar no curso de corte e costura ...

Ela chegou a trabalhar na Tv-Bandeirante, como costureira e, outras empresas. Para os padrões da época era uma mulher muito bonita.

Casada com o ex-cangaceiro ZÉ SERENO, teve 03 filhos: Ivo, Wilson e Gilaene.

Foto: compilada do livro "Sila - Memória de Guerra e paz"

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segunda-feira, 20 de março de 2017

NEM SANTO NEM IGREJA

Por Clerisvaldo B. Chagas, 20 de março de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.647

Lembramos um bom momento da intensidade inicial dos bíblicos da Paróquia de São Cristóvão, em Santana do Ipanema, Alagoas. Muito bonito o movimento em que um dos líderes era o ainda jovem José Vieira também fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Depois veio a fundação do Centro Bíblico no Bairro Camoxinga, um belo espaço que, inclusive, consta no livro 230 e que estar sendo veiculado. O Retiro espiritual realizado anualmente durante o Carnaval no sítio Tigre, município de Maravilha, foi outra grande conquista dos estudiosos da Bíblia. Ali tivemos oportunidade de passarmos um dia e uma noite com uma convivência maravilhosa. Temos impressão, porém, de que uma igreja projetada para o Clima Bom, Bairro mais recente e esquecido da cidade, fazia parte desse mesmo Movimento Bíblico. Lembramo-nos do cidadão José Nogueira ─ um dos líderes daquele povo ─ à frente de uma luta para construção da igreja na parte mais alta do Clima Bom.

Ruínas da igreja do Clima Bom, em 2.3.17 Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).

Na realidade, pouco ou nada sabemos sobre o assunto, salvo um movimento de bastante gente trabalhando para erguer o templo e entre eles o senhor José Nogueira, homem da voz bonita que puxava os cânticos dos louvores. Todas as igrejas e igrejinhas de Santana do Ipanema contaram com muitos problemas até chegarem a “inauguração”. E para citar apenas um exemplo, apontamos a igrejinha de São Pedro no mesmo bairro, interrompida na construção por mais de 15 anos.
Passado tanto tempo do trabalho para se erguer o templo do Clima Bom, quinze ou vinte anos, andamos por lá ultimamente. Ao avistarmos o local onde seria erguida a igreja, uma grande tristeza nos abateu. Um nó ficou enganchado na garganta e acho que, as lágrimas sentiram acanhamento e  não quiseram aparecer. Estava ali diante dos nossos olhos tristonhos apenas as ruínas do esqueleto que não prosperou. Tivemos impressão de que aquelas ruínas da igreja nos chamavam num pedido de socorro, clamavam pedindo justiça e erguiam os braços em agonia. Que grande impacto para a nossa sensibilidade naquela hora de meio-dia!

Não sei por que a igreja não foi construída, mas tenho certeza de que daria uma boa história comovente e fantástica. Quase tremendo de ansiedade fotografei a vida que não vingou, quis mostrá-la a um dos líderes daquele movimento de outrora, mas soube que isso seria um golpe mortal no cidadão que se encontra enfermo.

Nada pesquisamos. Apenas levamos a alma da igreja na máquina fotográfica que algum santo, por termos nos comovido, ajudou a formar uma OBRA-PRIMA semelhante à pintura que a muito custo resolvemos publicar.

·         Igrejinha não concluída do Clima Bom, em Santana do Ipanema, AL. Ao compartilhar ou usá-la, lembre-se da sua autoria.

·         Foto de Clerisvaldo B. Chagas em 2.3.2017.



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sábado, 18 de março de 2017

LUTO EM MOSSORÓ, MAIS UMA VEZ!

Por Lindomarcos Faustino

Mais um dia triste para a cidade de Mossoró, faleceu hoje pela manhã a professora e radialista JACY GURGEL, uma figura muito querida na cidade. Vai aqui os sentimentos a toda família da então professora falecida.

Jacy Gurgel Fernandes nasceu no dia 16 de fevereiro de 1944, na cidade de Caraúbas-RN. Filha do Dr. Sebastião Maltez Fernandes e Maria de Lourdes Gurgel Fernandes. Ela foi a segunda filha de um parto de gêmea, Lêda, era sua outra irmã, que faleceu prematuramente.

Aos dois anos de idade passou a residir no município de Mossoró, quando veio com seus pais, onde nesta urbe aprendeu suas primeiras letras, estudando numa escola particular “Jesus, Maria e José”, que ficava na Rua Coronel Gurgel, de propriedade da professora Maria Gurgel; mais tarde passou a estudar no Colégio Sagrado Coração de Maria, nesta época era muito estudiosa e sua grande paixão era a língua francesa, mas a freira que ensinava tinha adoecido e Jacy passou a lecionar a língua estrangeira, ao mesmo tempo era estudante; mais adiante foi se profissionalizar no magistério, no Grupo Escolar Normal de Mossoró. Após que terminou o curso, passou a lecionar na Escola Normal de Mossoró, no Colégio Sagrado Coração de Maria, no Colégio Estadual (atualmente Escola Estadual Jerônimo Rosado) e no Curso Pedagógico, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN. 

Na década de 60, formou-se no Curso de Letras, onde passou em primeiro lugar, pela Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte – FURRN. Ela passou muitos anos lecionando as seguintes matérias: Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e Literatura Norte-riograndesse. Esta amante das letras foi diretora do Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana. 

Sua ligação com o rádio iniciou no ano de 1963, quando recebeu o convite do monsenhor Américo Vespúcio Simonetti para trabalhar na Rádio Rural de Mossoró, assim quando foi inaugurada. Nesta Emissora ela passou a editar e a apresentar o programa “A Rural Sua Amiga”, em substituição da radialista Socorro Fernandes. Depois ela passou a apresentar o jornalismo na Rádio Rural; com o passar dos anos ela saiu da Rádio e retornou novamente depois e ocupou o cargo de diretora da programação.

No ano de 1988 ela recebeu o convite do Padre Sátiro Cavalcanti Dantas para integrar na Rádio Santa Clara, que iria ser inaugurada neste ano. Nesta Emissora ela foi diretora da programação, onde montou toda programação da rádio; Jacy Gurgel chegou a produzir e apresentar nesta FM os programas: “FM Mulher”, “Poemas e Canções”. Na Rádio FM Santa Clara ela permaneceu até o ano de 2001, quando deixou definitivamente o rádio e, passou há dedicar seu tempo a sua família. 

Para ela o rádio é “Uma coisa mais perto do povo e é o imediatismo da notícia.” Ela ainda foi a primeira mulher a presidir o Rotary Clube de Mossoró, a partir do dia 07 de julho de 1995, permaneceu durante dois anos, neste posto. A solenidade da sua posse ocorreu nas dependências do Restaurante O Travessia, e contou com a participação de diversas autoridades.

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sexta-feira, 17 de março de 2017

VENHAM VISITAR A CASA DO CORDEL!

Por Gélson Pessoa

Lá temos: Antiguidades, cds, vinil, radiola, livros, quadros e o nosso maior tesouro, o Cordel. Na casa do Cordel a poesia está sempre à flor da pele. Casa do Cordel na Rua Vigário Bartolomeu na Cidade Alta Natal/RN.

Gélson Pessoa









Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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quinta-feira, 16 de março de 2017

LEMBRANÇAS E SAUDADES

Por Kydelmir Dantas

No Dia da Poesia
Eu lembro ainda criança
Quando pelo Rádio ouvia
Do inverno a esperança.
Vi viola, ouvi pandeiro
Tocar ali no terreiro
E o povo na contra-dança.

Lembro de dona Angelita
Sorriso belo, voz mansa.
Chamando nós pra rezar
Agradecendo a bonança,
D’um ano bom de inverno.
E de seu Né com um terno
Lhe convidando pra dança.

Lembro do terreiro limpo
Lá no meu sítio São João
De Dona de João Tavares
No batente do oitão
Arrebanhando menino
As meninas se vestindo
Pr’assistir uma função.

Lembro as tias Cecília,
Dolores, Dária e Maria.
Que nos recebiam sempre
Com carinho e alegria.
Os tios, o tempo ‘levô’
José, Chico e Sinhô,
Pros mundos de ‘até um dia’.

Me recordo ainda mais
De Basto e seu mamulengo
Das festas do Pastoril
D’uma favada no quengo.
E o ‘chucái’ da boiada
Com aquela velha toada
Lengo, tengo, lengo tengo.

Relembro manos e manas:
Nenê, Babá e o Mima.
Kênia, Kilma e Raony
Este Deus chamou pra cima.
Ainda são meus amores,
Já que não posso dar flores,
Os presenteio com rima.

Lembro demais, é verdade,
Do parque de diversão
Nas festas do Padroeiro,
De ano novo e São João.
Aí, me dá a vontade
De chorar, mas com saudade,
Dos tempos que lá se vão!

14 de março de 2017.

Kydelmir Dantas é da cidade de Nova Floresta (PB), poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano.

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quarta-feira, 15 de março de 2017

CBH - ACARAÚ REALIZOU A 44ª REUNIÃO ORDINÁRIA EM MONSENHOR TABOSA


Cruz. Terça-feira, 14/03, o Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú realizou a 44ª Reunião Ordinária no Auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Monsenhor Tabosa-CE – SINDESERP - na cidade de Monsenhor Tabosa, localizada na chapada da Serra das Mata, local das nascentes do Rio Acaraú e de outras Bacias Hidrográficas de Estado do Ceará. Cidade simples, mas de um povo acolhedor e de clima agradável onde habitam os índios das Tribos Tabajaras e Potiguaras. A estrada de acesso é muito sinuosa, estreita e muito íngreme. Devido a isto, segundo relato dos moradores, quase não existe caminhões na cidade por causa da ladeira de acesso que não permite trânsito de carros grandes e pesados. Logo na chegada, estacionamos ao lado de uma escola e fomos cumprimentados por crianças de uma Creche que funciona em frente do Sindicato. Crianças lindas, alegres e professoras muito simpáticas. Agradecemos.

Às 9h50m, o Presidente do Comitê João Marcelo deu início à reunião que contou com a presença de 50 membros do Comitê que são formados por representantes do poder público, sociedade civil e usuários de água. Rosângela Mesquita Martins fez a leitura da Ata da 42º do Comitê que foi aprovada pelos presentes.
 
A Doutora da FUNCEME Meyre Sakamoto fez uma exposição sobre demonstração dos métodos de coletas de dados para as previsões climatológicas focando no El nino e La Nina, Zonas de Convergências Intertropical e Temperaturas da Águas do Oceano Atlântico no Norte e Sul.
 
Doutora Meyre fez um balanço da situação hídrica no estado, a posição atual, o aporte de água nos açudes e apresentou as projeções da FUNCEME para o próximo trimestre. Concluiu-se, com esta apresentação, que o Estado do Ceará apresenta uma evolução no armazenamento de água superior a igual período do ano passado com projeções de boas perspectivas de um maior aporte de água para este ano. Os participantes da reunião fizeram seus questionamentos e também confirmaram uma elevação dos níveis de água nos reservatórios o que nos deixa em uma situação bem mais animadora, haja vista que a situação hídrica não está tão ruim.
 
    
Nilo da FUNCEME apresentou o Desenvolvimento de uma Metodologia de Modelagem de Qualidade de Água para ser aplicada nos Reservatórios do Estado do Ceará.
 A apresentação foi feita com foco no Açude Araras. Trata-se da avaliação da poluição das águas dos açudes devido ao acumulo de matéria orgânica e sedimentos causados pelos processos de erosão, agrotóxicos usados nas plantações que são levados para os açudes pelas águas das chuvas e o estrume de currais de criação de gado, suínos e aves. Todo este material se acumulado nos açudes causa o desenvolvimento de bactérias tornando, em muitos casos, a água imprópria para o consumo humano ou encarecendo o processo de tratamento. O Engenheiro Agrônomo Antonio dos Santos manifestou-se dizendo que reconhecia a importância deste trabalho, mas, de pouco resultado prático, pois quando havia acúmulo de água no período das chuvas, os poluentes eram dissolvidos dando uma falsa impressão de melhoria da qualidade da água. Defendia a tese de que estes açudes fossem esvaziados periodicamente afim que que toda esta água fosse substituída e despoluído o açude, embora reconhecesse ser uma operação difícil, mas viável sob o ponto de vista técnico para a melhoria da qualidade da água, ou do contrário, estaríamos, sempre, na mesma situação do “vai e vem”. Situação que se agrava quando os açudes passam vários anos seguidos sem sangrar. Temos como exemplo o Açude de Forquilha que, de tanta poluição, as suas águas ficaram improprias para o consumo.
A Doutora Patrícia Vasconcelos da COGERH fez uma exposição sobre a situação dos
Açudes da Bacia Hidrográfica do Acaraú.
                                             

Também esteve em pauta das discursões, a construção do açude de Poço Cumprido, no Rio Macaco, orçado em R$240.000.000,00, com capacidade para armazenar 60.000.000m³ e o Açude Pedregrulho no Rio Jurucutu com capacidade de 79.000.000m³ a um custo previsto de R$ 240.000.000,00.  A principal dificuldade apresentada para a construção destes açudes é a falta de recursos financeiros que está justifica pelas autoridades em época de crise financeira.
 A reunião foi encerrada com a apresentação de proposta de um projeto para revitalização das Nascentes do Rio Acaraú na Serra das Mata.
Também estiveram participando da reunião uma representação dos Índios Tabajaras sob o comando da Liderança Indígena de nove Aldeias Luiza Canuto da Serra das Mata em
Monsenhor Tabosa.