
A verdade
está na Escritura. Todo ensino deve estar de acordo com a Palavra de
Deus. No capítulo 12 de Mateus, no final do versículo 33, podemos ler
que “pelo fruto se conhece a árvore”. Assim, devemos prestar atenção ao
que se diz sobre Jesus. A santa doutrina diz que: Jesus é o Cristo; o
Filho do Deus vivo (Mateus 16.16).
Na primeira carta de João,
capítulo 4, versículos de 1 a 3, está escrito: “Amados, não creiais a
todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já
muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” “Nisto conhecereis o
Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em
carne é de Deus.” “E todo o espirito que não confessa que Jesus Cristo
veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do
qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.”
Na
primeira carta de Coríntios, capítulo 15, versículos 3 e 4, lemos “que
Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi
sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia”. Essa é a verdade, mas há
muitos que não creem e distorcem o Evangelho: “...há alguns que vos
inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós
mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos
tenho anunciado, seja amaldiçoado” (Gálatas 1.7-8).
Falsos
profetas usam frases bonitas e situações desejáveis para angariar fiéis e
dizimistas. Misturam verdades com inverdades, desvirtuando a Palavra e
induzindo os crentes a erro. Falar que Deus é bom e nos ama é
absolutamente confortador. Afirmar que ele deseja a nossa prosperidade é
realmente interessante. Insistir que devemos alimentar os
desfavorecidos soa recomendável e socialmente aceito. Contudo, isso não
corresponde à totalidade do Evangelho. Bens materiais não podem ocupar
expresso lugar de destaque numa doutrina que deve ser pautada no amor a
Deus e ao próximo (Lucas 10.27; Marcos 12.29-31).
O caráter e as
qualidades do pregador também devem exaltar o Senhor. Falsos profetas
costumam ser gananciosos; ávidos por dinheiro e aparências suntuosas.
Costumam ser orgulhosos; fazendo prevalecer planos próprios e rejeitando
os do Pai. Costumam ser rebeldes; buscando a autopromoção em detrimento
da glorificação de Deus.
Em Judas 11-13 podemos ler contra os
falsos mestres: “Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram
levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de
Coré.” “Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se
convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água,
levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas,
infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas;” “Ondas impetuosas do
mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os
quais está eternamente reservada a negrura das trevas.”
Cuidado,
pois, ao escolher o seu mestre. Assim como proliferam as igrejas
proliferam também os errôneos ensinamentos. Nem sempre é fácil
identificar um falso profeta. “Lobo em pele de cordeiro”, ele engana a
muitos, por vezes, travestido em ministro de justiça (2 Coríntios
11.15a). Urge nos familiarizarmos com a verdade, Palavra de Deus, pois
só desta forma teremos condições de discernir entre o verdadeiro e o
falso.
Maria Regina Canhos (e.mail:mariaregina.canhos@gmail.com) é escritora.
Jahu - SP
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