segunda-feira, 1 de maio de 2017

ENCONTRO MULTITERRITORIAL DE POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS


   Cruz. Nos dias 28 e 29 de abril, os Povos Indígenas e de Comunidades Tradicionais dos Territórios Litoral Norte/Extremo Oeste, Vale do Curú, Ibiapaba e Sobral estiveram participando de um Encontro Multiterritorial promovido pelo NEDET – Núcleo de Extensão em Desenvolvimento Territorial.
O encontro aconteceu na Aldeia Telhas, Terra Indígena Tremembé, Córrego João Pereira, Zona Rural do Município de Acaraú/CE.
 
O encontro iniciou com um almoço, na Cozinha Comunitária dos Tremembé. À tarde, os visitantes foram recebidos pela comunidade indígena anfitriã com as danças do Torem e Toré, na oca, ponto de encontro e promoção de eventos dos povos da comunidade indígena.
        
A Coordenação do evento foi da Assessora Territorial Litoral Norte Ritaa Janaina Rodrigues, com articulação dos Professores da UVA José Osmar Fonteles e o Antropólogo Ronaldo Santiago. Várias palestras foram proferidas por diversas autoridades ligadas as Políticas Públicas para Povos Tradicionais, dentre os/as palestrantes destacamos Castro Junior da SDA, representante do Ministério Público Federal Doutor Sérgio Brissac, Maria Zelma de Araújo Madeira Coordenadora da CEPPIR - Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial ligada ao Gabinete do Governador do Ceará.
 
Também estiveram presentes, participando do evento, O Presidente da Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz, Dr. Lima, que também é Membro do Núcleo Dirigente do Território Litoral Norte e Carlos César que é Secretário de Agricultura do Município de Bela Cruz. Professor José Maria da UVA, André Luís que pesquisou os Índios Tremembé, o Cacique Negrinho dos índios Tapuia, Benedito dos Quilombolas de Timbaúba, representante dos Quilombolas de Água Preta em Tururu.
 
A índia Brena apresentou o Projeto Caju e Cultura para o processo de beneficiamento do caju e enfatizou a melhoria e a valorização dos produtos com o processo de fabricação com o uso de equipamentos modernos que contribuiu para agregar valor ao produto e facilitando os métodos de produção e destacou os vários cursos realizados pelos índios. Estão produzindo mel, doces, mocororó, cajuína e outros derivados do caju. Com melhor aproveitamento do caju, a comunidade passou a ter uma renda a mais por família.
Aurila Maria falou em nome dos Quilombolas da Comunidade de Nazaré em Itapipoca, que agrega 48 famílias, mas, que, nenhuma Comunidade Quilombola no Ceará teve suas terras tituladas. O Nordeste tem 1.80unidades quilombolas, sendo 1.482 certificadas, mas, nenhuma titulada até o presente.
        
À noite houve atividades culturais, com danças e rituais indígenas, forró e bingo beneficente em prol da comunidade. Os Índios Tremembé apresentaram uma peça: Mani que tinha como mensagem Nunca Desistir. A segunda apresentação foi dos Índios Tremembé da Comunidade Indígena de Queimado. Os Quilombolas da Comunidade de Água Preta do Município de Tururu apresentaram uma dança afro.
No segundo dia do encontro, os índios e quilombolas debateram os temas que foram apresentados pelos promotores do evento: O que é ser índio e o que é ser quilombola e o que é ser índio ou quilombola jovens.

   
Cada etnia ou entidade quilombola fez a sua exposição com destaques para sua identidade, as dificuldades enfrentadas, perseguições, o difícil e burocrático acesso às políticas públicas e as lutas de resistência.
Deram seus depoimentos indígenas e quilombolas, quando relataram muitos problemas semelhantes e apelaram para que as autoridades competentes fossem mais sensíveis aos seus problemas do cotidiano, principalmente, em relação à terra que eles preferem chamar de “Mãe Terra” pois é de lá que vem a sua sobrevivência sobre todos os aspectos, desde a moradia até o alimento e a matéria prima para o feitio de suas indumentárias, artesanatos e a realização de seus cultos aos Deuses que alimentam a Fé e o Espírito.
Antonizia da Comunidade Quilombola Três Irmãos de Croatá falou sobre os problemas enfrentados pela Comunidade Quilombola. A jovem Juliene - Índia Tremembé - questionou sobre a juventude indígena perante os novos costumes sociais. Aurila é Quilombola da Comunidade de Nazaré em Itapipoca e Coordenadora do Movimento Quilombola do Ceará disse que ser Quilombola é resistir. A índia Adriane, da Barra do Mundaú em Itapipoca, denunciou o massacre aos povos indígenas. A Liderança Indígena João Marques disse que ser índio é mostrar liderança e cultura e também denuncia a descriminação contra os índios. A índia Tremembé de Itapipoca cita as dificuldades que os povos indígenas encontram.
Houve muitas reclamações dos indígenas e quilombolas sobre os descasos das autoridades com relação aos povos tradicionais - índios e quilombolas, que em muitos casos, chegam a tomar posições contrárias aos direitos e interesses destes povos que sofrem há Séculos.
Durante o encontro, o Cacique Negrinho, da Tribo dos Tapuia do Município de São Benedito, concedeu uma entrevista para o Programa A Comunidade e o Cidadão, Rádio FM 6 de Abril 98,7MHz, ao Radialista Dr. Lima.

Dr. Lima          

sábado, 29 de abril de 2017

FALECE CLAUDIOMAR: O ÚLTIMO DOS MOICANOS

Por Prof. José Antônio Albuquerque

A morte de Claudiomar Matias Rolim, aos 62 anos de idade, ocorrida hoje na cidade São Luís, capital do Maranhão, causada por um infarto fulminante, pegou a todos nós de surpresa.

Claudiomar tinha uma paixão sem medida por sua sempre amada e inesquecível cidade de Cajazeiras, onde nasceu em 10 de dezembro de 1954. Era formado em Economia pela Escola Superior de Economia e Negócios de El Salvador e atualmente era corretor de imóveis e construtor em São Luís. 

Claudiomar Matias Rolim

Era filho do ex-prefeito de Cajazeiras, Francisco Matias Rolim e de Dona Teresa Augusto Rolim e tinha mais duas irmãs: Ana Cleide, Assistente Social e reside na cidade de João Pessoa e Ana Célia, Médica Veterinária e reside em São Luís.

Claudiomar era casado com Irene Rolim e deixou três filhos: Claudiomar Rolim Filho, formado em Relações Internacionais, pela Universidade de Brasília, é gestor público e sua grande paixão é viajar pelo mundo e autor do livro “O mundo numa Mochila”; Caio Augusto e Claudio Augusto ambos moram em São Paulo.

Claudiomar externava todo o seu amor por Cajazeiras através de seu blog “O Último dos Moicanos”, onde postava diariamente notícias sobre tudo que se relacionava à Cajazeiras e seus filhos.

Deixa uma lacuna enorme entre nós e é mais um filho da terra que migrou sem retirar as suas raízes do solo cajazeirense e que sempre vinha beber na fonte sagrada das águas do Açude Grande. A sua presença era constante, principalmente em função da assistência que vinha prestar ao seu pai que já ultrapassou os noventa anos de vida.

Seu corpo será transladado para Cajazeiras e será sepultado no Cemitério Coração de Maria, no mesmo túmulo do seu primo-irmão Valiomar Matias, que morreu também muito jovem vítima de enfarto.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

MISSA DE 7º DIA DE MILTON MARQUES DE MEDEIROS

Milton faleceu no último sábado (Foto: cedida)

A família do empresário Milton Marques de Medeiros, agradecida pela solidariedade dos mossoroenses, convida para a missa de sétimo dia de seu falecimento. A missa acontecerá  (hoje) nesta sexta-feira, 28 de abril, às 17 horas, na Catedral de Santa Luzia.
Que a fé que nos une seja sempre viva.

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

IGREJA DO ROSÁRIO SERRA TALHADA - PE

Por Voltaseca
FOTO: Fonte Google.

A Família Ferreira (José Ferreira e os filhos, Virgulino (futuro Lampião) e a venda de peças de couro em Vila Bela (atual Serra Talhada-PE), em frente ao pátio da IGREJA DO ROSÁRIO... (vide, acima, foto atual do local).

A aludida Família era exímia na confecção de peças de couro (selas; bornais, cintos, cilha... etc.) e, o velho José Ferreira junto com os filhos (Antônio, Virgulino, Livino...) as vendia nas feiras livres da região do Pajeú, sobretudo em Vila Bela, Triunfo e demais cidades da região.

A antiga igreja do Rosário, ainda, continua lá no local, como se fosse uma testemunha ocular dessa história. 

Atualmente, o local denomina-se PRAÇA AGAMENON MAGALHÃES, em homenagem ao famoso filho ilustre que brilhou na política pernambucana. 

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