sexta-feira, 26 de agosto de 2011

João Cambraia - Olho viu, mão pegou!


Por: José Mendes Pereira

João Cambraia era o seu apelido. Para falar a verdade eu nem sei o seu nome de batismo. Primo segundo de minha mãe, Antonia Mendes Pereira. Astucioso todo e desonesto até o sorriso. O que os olhos viam, as mãos pegavam. Ladrão de quinta classe, ou quem sabe, de sexta, sétima..., principalmente de galinha.


Nesse tempo em que ele frequentava à casa da minha mãe, eu ainda era criança, talvez dez, onze... anos. 

João Cambraia vivia mais preso do que solto, por pequenos roubos. Quando se livrava da cadeia de Mossoró, apanhava o velho e cansado  pinga-pinga, e se mandava para a capital de Natal, e lá praticava  as mesmas desonestidades.


Quando os poucos moradores da “Barrinha” sabiam que o João Cambraia estava no pedaço, cuidavam de esconder valores e tudo de mais importância. João Cambraia não merecia confiança; aonde chegava era necessário um vigia para acompanhá-lo, pois ele  roubava até saco de esterco, só para ter o prazer de furtar. 

Certo dia, era um domingo, mais ou menos seis hora da manhã, chegou o João Cambraia em minha casa, afirmando a minha mãe que aquela vida de roubos havia deixado. Todo metido num uniforme de sargento; cabelo à moda militar, e, como prêmio, dizia ele, havia recebido da polícia militar a patente de “sargento”. 

- Toinha - era como ele chamava a minha mãe - aquela vida de malandragem, graças a Deus - dizia  colocando as mãos postas para o céu - eu deixei, e de agora em diante, prima, você não vai mais passar vergonha por mim. Sou sargento da polícia – afirmava retirando uma identidade com a sua foto.

- Felicidade para você, João! E que Deus conserve a sua patente de sargento.

Durante o dia, ninguém mais fez vigilância a João Cambraia. Também pudera! Sargento da polícia. Sim senhor! Para que mais acompanhar uma autoridade? Um homem que prende os delinquentes, os marginais? Ora! Um homem que agora era sargento, todo metido num uniforme, com um gorro meio pendido para um dos lados, e um emblema distinguindo a sua patente?  

E foi-se o dia.

Ao anoitecer, João Cambraia apoderou-se de uma rede, armou-a sob o alpendre, só ouvindo os conselhos das pessoas que costumeiramente frequentavam a casa de meu pai. Ali, João Cambraia só ouviu elogios, pela sua boa vontade de ter deixado aquela vida, de nunca mais está trancafiado; ao contrário, agora seria ele quem iria prender, açoitar, judiar até o réu confessar o seu erro... Cada conselho, uma porção de aplausos surgia no alpendre. Elogios. Aplausos. E não?

O meu pai fora o primeiro no lugarejo a comprar um rádio AM-FM, de duas faixas, “ABC”, feito de madeira de boa qualidade. Apesar do atraso da nação, era lindo para época. Muito bem fabricado. Havia vendido uma porção de bodes para ser possuidor daquele comunicador.

Já havia se passado a voz do Brasil, e o rádio, além da presença de João Cambraia, foi um dos divertimentos aos presentes. Ouvindo o Bazar da Alegria, apresentado pelo saudoso Aldenor Nogueira.

Pouco tempo, um aviso. O locutor anunciava o seguinte:

"Atenção população de Mossoró! Quem souber o paradeiro de João Cambraia, por favor comunique ao comando geral da polícia militar, em Mossoró, pois o mesmo furtou o uniforme do sargento Delmiro em Natal”...

Ali, os presentes caíram de vez. Tanto elogios perdidos. Mas o João Cambraia foi esperto, afirmando ele que era brincadeira da emissora, pois um dos locutores já havia lhe comunicado. E volta-se a acreditar no João Cambraia.

A conversa entre a vizinhança continuou.

Daí a pouco, João Cambraia se levantou da rede, e saiu se escorregando em busca da cozinha.

Minutos depois. E o  João Cambraia? Que João Cambraia que nada! Entrou nas matas. Adeus Toinha! Nunca mais minha mãe teve o prazer de ver João Cambraia.


João Cambraia foi morto em Natal, quando tentava roubar uma residência. O dono da casa acordou, sentiu o chiado de telhas, mirou e atirou, descendo o infeliz já morto. 


 Minhas simples histórias

Extraído do "blog do Mendes & Mendes"

Tenente João Gomes de Lira e os seus amigos

Um adeus ao combatente de Lampião!


João Gomes de Lira era natural do distrito de Nazaré, mais precisamente na Fazenda Jenipapo, município de Floresta, Pernambuco. Nasceu no dia 3 de julho de 1913 sendo filho de Antônio Gomes Jurubeba e Luciana Maria da Conceição.

Os filhos de Nazaré formaram uma verdadeira tropa de elite contra Lampião e seus cabras, sendo conhecidos como “Nazarenos”. João Gomes de Lira foi membro deste grupo na década de 1930, mais precisamente em 16 de julho de 1931, quando entrou com 18 anos na carreira militar e travou vários combates contra cangaceiros, principalmente na Bahia. Seu comandante era o parente e compadre Manoel Neto.

Segundo o amigo Kiko Monteiro, em uma visita feita ao velho combatente, ele falava com detalhes da chegada a Nazaré de Lampião e seus irmãos Antônio e Livino, de como eles se distribuíram estrategicamente na vila, resultando no começo da questão entre Lampião e o povo de Nazaré, isso em 1917.

Já nosso amigo José Mendes informa que o tenente João Gomes de Lira foi também ex-vereador na cidade de Carnaíba e delegado em Afogados da Ingazeira, Flores entre outras cidades da Região do Pajeú. Onde prestou relevantes serviços ao Estado de Pernambuco. Neste trabalho em prol da comunidade, desmembrou a Câmara de Vereadores de Carnaíba, tornando a edilidade independente. Equipou-a com os meios necessários para seu funcionamento e moralizou as reuniões, proibindo a entrada de qualquer cidadão armado, inclusive os vereadores, que tinham este triste costume.

Do blog: "Tok de História"


Tenente João Gomes de Lira e Manoel Severo


Tenente João Gomes de Lira e Juliana Ischiara


João de Sousa Lima e o Tenente João Gomes de Lira 


Rostand Medeiros, Tenente João Gomes de Lira e...


A Professora Aninha e João Gomes de Lira


João Gomes de Lira e Aroldo Leão


José Cícero e o Tenente João Gomes de Lira


Tenente João Gomes de Lira  e a turma do Cariri Cangaço


Tenente João Gomes de Lira e sua prima Inês Jurubeba 


João Gomes de Lira e Cauê Rodrigues

Paulinho, Kydelmir,  João Gomes, Aderbal Nogueira e Robervan

Os demais escritores, pesquisadores do cangaço, e eram amigos do tenente João Gomes de Lira que ficaram omissos, desculpem-me, pois não os encontrei em fotografias com ele.


Extraído do "Blog do Mendes & Mendes"

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

O Manelão - valentão

Por: José Mendes Pereira


           
Dr Lima. Às vezes precisamos ser mais pacientes, tolerantes, do contrário a coisa pega. Veja o quanto este homem era valente. Seria mesmo? 

O lugarejo todo já tinha sido informado que um  enorme homem, desajeitado  e valentíssimo estava para chegar. E todos os moradores se preparassem, pois o avantajado homem não tinha dó de ninguém. Cada indivíduo tomasse um lugar para se proteger dos absurdos que ele praticava   Matava só com um soco e mais nada, só para ver a queda do infeliz. E todos tentaram se esconder para não serem vítimas do valentão.


Este é Mike Tison,
apenas ilustrei com sua foto para fantasiar a história.
           
O dono de uma pequeninha lanchote precisava se ausentar do seu comércio, e ao sair disse ao seu empregado:            
            
- Eu tenho que resolver algumas coisas na feira, e talvez eu não volte mas hoje.  Se você ouvir falar que  o tal do Manelão está no lugarejo, dê por encerrado o movimento de fregueses. Cuida logo de baixar as portas, e não se demore, faça fiapo em busca de casa.            
            
Mas assim que o dono da lanchonete saiu, infelizmente um homenzarrão chegou pelas laterais da quitanda. E Alguém que já corria pelas avenidas, gritou:
             
- Pelo amor de Deus! Corram que o maldito Manelão já se aproxima por aí!
             
E foi aquela correria. Mulheres perderam filhos no meio do movimento. Um velho sapateiro que cochilava em uma espreguiçadeira de frente à rua,  ao ver o homenzarrão, e ao se levantar, caiu lá em baixo da calçada. Um comerciante ambulante que vendia pães em um balaio, ao correr, perdeu todos, restando-lhe apenas o balaio desajeitado em sua cabeça. Os homens não esperaram por nada, e não quiseram saber nem um pouco do Manelão.
            
No alvoroço, querendo se salvar das enormes mãos do homenzarrão, o empregado enrolou-se a uma cadeira ginga-ginga, e foi ao chão.  E enquanto tentava se levantar do chão, ao levantar a vista, viu o valentão entrando com seus passos longos e desajeitados.  O homenzarrão parecia o king-Kong, barbudo, braços grossos, de voz assustadora,   desmontando-se de um avantajado touro brabo. O animal parecia temer o homenzarrão. Ficou quietinho em seu lugar. Nem precisou ser amarrado.
              
Quando ele entrou, foi logo de encontro ao empregado, e  sapecou um murro no forte balcão, mas mesmo assim o desmomtou de uma só vez,  gritando com um assustador vozeirão:
                
- Me dá uma cachaça aí logo, sua peste!
               
- E lá veio o empregado correndo com a garrafa de cachaça às mãos.
               
O valentão não esperou que o empregado a abrisse. Arrebatou-a das mãos, quebrou o gargalho sobre o resto de balcão que ainda teimava ficar em pé,  e bebeu tudo de uma vez só, não ligando para flepas de vidro.
              
O empregado já havia dito a Deus que iria devolver o seu espírito, pois diante daquele homenzarrão, já sabia qual seria o seu fim.
             
- O senhor quer outra! - perguntou o empregado procurando agradá-lo, já se desmanchando em mijo e outras coisas estranhas.
              
- Não, sua peste! Deus me livre! Num dá tempo não!
             
- Mas por que não dá tempo? - quis saber o empregado, mesmo trêmulo.
              
- Não dá tempo porque o Manelão vem aí!
             
O homenzarrão saiu do bar, cuspiu fortemente, pigarreou, pôs uma enorme marca de fumo na boca, montou-se no seu touro bravo e tome espora,  e se mandou com medo do Manelão que estava para chegar no lugarejo.
              
O homenzarrão só tinha tamanho. Medroso ao extremo.


Minhas simples histórias

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REVENDO COMENTÁRIOS

Por: Rostand Medeiros

Manoel Severo e Rostand Medeiros

Este é um comentário do historiógrafo "Rostand Medeiros" sobre o texto do escritor Aderbal Nogueira, "O Ciclo do Cangaço não é só Violência", publicado na página do blog: "Cariri Cangaço", no dia 12 de Janeiro de 2010 

Muito bom Aderbal,

Este teu trabalho tem este lado positivo e interessante de mostrar estes detalhes simples da nossa gente, em meio a situações de terrível tensão e medo. Certamente vai ser um material diferenciado e que vai chamar a atenção de todos que gostam do assunto.

Mesmo não tendo tantos anos de estrada como você, Paulo, Frederico, Oleone e tantos outros, certamente poderei comentar um dia com meus netos (e espero conhecê-los) que um dia, na companhia do amigo Sérgio Dantas, na cidade de Santa Cruz da Baixa Verde, em Pernambuco, ao entrevistarmos um senhor de 96 anos, lúcido, inteiro, que você ficava olhando e achando que ele tinha uns vinte anos a menos, nos contou sobre um encontro com o “Rei dos cangaceiros”.

Lampião

De manhã bem cedo Lampião e um grande grupo de cangaceiros chegaram à bodega do seu pai. Mandaram o proprietário abrir o lugar e pediram cachaça. Logo a turma foi bebendo e se esquentando para o “fogo”. O então garoto se esgueirava entre a cabroeira, verdadeiramente fascinado com tudo aquilo. Dava gosto ver este senhor, com os olhos brilhando, narrando sobre os gestos, as armas, as roupas e várias outras coisas, principalmente o seu medo.

No meio da animação dos cangaceiros, o próprio Lampião gritou – Da família de Quelé, hoje só sai vivo quem “avoa”!

Clementino - o Quelé

Depois de saírem da bodega de seu pai, Lampião e o bando atacaram o seu antigo aliado, o valente Clementino Quelé, na sua residência no sítio Conceição. Foi mais de cinco horas de bala. Nosso entrevistado em casa, com toda a família deitada no chão, com as balas zunindo no telhado.

Os cangaceiros não conseguiram seu intento e fugiram ante a chegada de um pequeno destacamento da volante vindo de Triunfo. Três dias depois voltaram para nova refrega. Dos dois combates vários familiares de Quelé morreram e ele se tornou um dos maiores perseguidores de Lampião.

Bom, esta pequena história, ocorrida, se não me engano, em 16 de fevereiro de 1924, que nem é tão importante assim no contexto geral do cangaçocontar na mesma forma como ocorreu foi muito bom.

E olha, acho que Sérgio lembra, que a gente nem estava seguindo com o objetivo de entrevistar este cidadão. Encontramos meio sem querer. A entrevista durou horas e foi ótimo.

No ano passado estive novamente na região. Fui com dois amigos visitar as grutas utilizadas como esconderijo dos cangaceiros na Serra do Catolé, em Belmonte. Na volta para Natal passamos por Triunfo e chamei estes amigos espeleólogos para eles conhecerem este senhor. Chegamos tarde, infelizmente ele já não se encontra mais neste plano, mas nunca vou esquecer dos seus olhos brilhando e daquele “avoa”.

 
Um abraço.
Rostand Medeiros


Amigo leitor:

Se você quiser ler o texto, procura no blog: "Cariri Cangaço"
"O Ciclo do Cangaço não é só Violência"
- por Aderbal Nogueira

Para o blog do Dr. Lima


Comentário de Alfredo Bonessi sobre texto de Aderbal Nogueira


Capitão Bonessi

O pesquisador Aderbal é um arquivo vivo da história do cangaço. Parabens pela exposiçao do vídeo.


O fato apresentado que gira em torno da saída o capitão do cangaço é bastante controverso e faz parte dos tais "mistérios de Angicos".

Lampião

Vejam bem, se Lampião carregava 5 Kg de ouro em uma lata seria para qual finalidade? - para deixar o cangaço ou seriam destinados a filha Expedita, ou outro investimento?




Mas se ele tivesse manifestado a vontade de sair Sila saberia e teria nos contado.

A cangaceira Sila

Mas Sila nos disse que a reunião seria para colocar as conversas em dia, rever o pessoal e bolar um plano para pegar Zé Rufino que estava querendo passar de pato a ganso.

O Coronel José Rufino


O cangaceiro Corisco

Corisco chegaria na quinta pela manhã e Labareda quando? - onde estava? não poderia faltar importante reunião.

O cangaceiro Labareda

Segundo Zé Sereno e Durval o capitão viajaria na quinta pela manhã, mas entrou na bla cedinho.

Zé Sereno é o da esquerda

Se o capitão pretendia largar o cangaço Maria não teria se queixado a Sila, na boca da noite, em cima da pedra que fica defronte a barraca e a gruta, fumando, porque ela não fumava na frente do capitão por respeito a ele, nos seguintes termos: não aguento mais essa vida...andando daqui para acolá, esse homem teimoso não quer largar essa vida...etc".

 
Lampião e Maria Bonita

Alfredo Bonessi - GECC-SBEC


Este conteúdo é um comentário do capitão Alfredo Bonessi,
 sobre um texto do escritor Aderbal Nogueira.
Não houve aumento de palavras e nem tão pouco exclusão,
apenas fiz uma ilustração.

Foi extraído do Blog: "Cariri Cangaço", para o "Blog do Mendes & Mendes" e no "Blog do Dr Lima"


Oasis Nordestinos!

O projeto "VEREDAS DO BRASIL" é um compilação de imagens de paragens e paisagens do nosso nordeste sob a lente de Aderbal Nogueira.


Sílvio Bulhões revela

Por: Aderbal Nogueira

 Escritores do Cangaço: Paulo Gastão e Aderbal Nogueira


REVENDO ENTREVISTA

Amigos do Cariri Cangaço: 
          
Segue trecho da entrevista feita com o amigo Sílvio Bulhões, Filho de Dadá e Corisco, entrevista essa que dentre as várias revelações, nos fala sobre o massacre da Fazenda Patos; narrando os fatos de acordo com o que Dadá contou para ele.

 Sérgia Ribeiro da Silva - a cangaceira Dadá
         
Acredito eu que ele contou a verdade que ouviu de sua mãe; já se o que ela contou é verdade, cabe aos pesquisadores tirarem suas conclusões.

 Antonio Amaury e Alcindo Costa
         
Neste mesmo vídeo temos a participação especial do Caipira de Poço Redondo, nosso amigo Alcino Alves Costa.


"Corisco! se vocês quiserem matar os meninos matem, mas primeiro eu parto você em dois com esse meu parabelum, depois façam o que quiser de mim e dos meninos"...

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpCgmi5hl6DWxcAc7nAANQ3OfEh9QHsI3g1Kq_B7oTA4co2Ddg_bVZnxHtLIziOQwRQ-3ZTgU0_GaX1zxvMFGHwOndQBhLfX4H24UwQVyRLujpJiEsd6l27fHJrPGfGgSLsoRoCSqGDo0/s400/ESPECIAL6_1.jpg
Corisco e Dadá, pais de Sílvio Bulhões
       
O amigo Sílvio é de uma gentileza sem tamanho, extremamente educado e amável, não procura esconder nada, é bastante realista e sabe perfeitamente qual foi a realidade das coisas, não procura tapar o sol com uma peneira. E apesar da realidade cruel e cruenta em que seus pais viveram é de uma devoção sem tamanho à memória deles, o que eu respeito e admiro, porém, como já disse, ele sabe perfeitamente a realidade nua e crua do que aconteceu. 


Aderbal Nogueira 
Laser Vídeo 


Amigo leitor:

Este texto foi publicado em Fevereiro de 2011, no 
blog "Cariri Cangaço", e trasladado para o blog do Mendes & Mendes no dia 28 de fevereiro de 2011.

Enviado para o blog do Dr. Lima em:
26 de Agosto de 2011


Vale apenas revê-lo.


limagronomiacruzce@yahoo.com.br