terça-feira, 27 de junho de 2023

ALERTA AOS CONSUMIDORES DE ÁGUA DO PREÁ

Os consumidores de água, usuários do Sistema de Abastecimento de Água Comunitária do Preá, estão indignados por conta de várias situações desagradáveis que está acontecendo sem que as autoridades públicas competentes tomem as devidas providências.

O sistema foi instalado há 27 anos em uma parceria Governo do Estado, Sisar e Associação Comunitária do Preá em Cruz CE. Tinha como propósito assistir a duzentas famílias de baixa renda, casas simples e pessoas humildes. Hoje, a rede de distribuição de canos já alimenta mais de quatro mil ligações, incluindo residências, hotéis, pousadas, piscinas, postos Lava-Jato, construções etc. A estrutura de poço, rede e caixa d’água é a mesma de há 27 anos. Anexaram ao sistema do Preá, de forma irregular, o sistema da Formosa com estrutura para atender a 74 famílias. Esta medida prejudicou a Comunidade da Forma que passou a sofrer com a falta de água e a dificuldade para abastecer seus reservatórios, pois, a estrutura não comporta a grande quantidade de consumidores que foram anexados a este sistema, que sofrem com as constantes interrupções de água, os obrigando a instalar bombas na rede agravando ainda mais a situação dos usuários de água.

Os poços e caixas não passam por processos de limpeza periódica, a água não passa por filtragem nem processo de tratamento obrigatório. Falta água nas torneiras, todo dia, várias vezes por dia em diversas áreas da comunidade. A água presenta mal cheiro e cor escura. Toda a rede de distribuição de água está suja, o que é comprovado verificando as caixas d’água residencial e a tubulação e torneiras. Devido à grande falta de água, a população ver-se obrigada a perfurar poços, instalar bombas, aumento o consumo de energia  elétrica, compra água mineral até para cozinhar devido as constantes interrupções no fornecimento de água, e, ainda, tem que conviver com as cobranças indevidas de água e ameaças de cortes, o que não é permitido, pois a associação está sem diretoria há mais de cinco anos, e não há eleição, reunião, prestação de contas e, ainda obriga as pessoas não esclarecidas, fazerem pagamentos das cobranças de água em contas pessoais, pois, não tendo diretoria legalmente constituída, não há como movimentar conta bancaria oficial em nome da Associação.

A população está suspendendo estes pagamentos indevidos, já são mais de 2.500 consumidores que estão deixando de fazer estes pagamentos e os que são informados sobre esta situação, também ficam solidário e deixam de fazer pagamentos indevidos e querem eleição imediata, reuniões, prestação de contas e que seja feita análise de água para informar à população sobre as condições físico-química e biológica da água como determina os órgãos de vigilância sanitária, na forma da Lei.

A Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz - FAC, devido as inúmeras reclamações que recebe dos usuários, já fez várias solicitações para que os que se dizem responsáveis pelo sistema deem os devidos esclarecimentos sobre esta situação, mas, jamais deu atenção a estas solicitações.

Após publicação, nas redes sociais e meios de comunicação, sobre a cobrança indevida de R$ 2.000,00 por uma ligação que custa menos de R$ 100,00, imediatamente, passaram a cobrar R$ 300,00, mas, a população está reclamando de que estão cobrando uma propina adicional para poder realizar novas ligações. Há várias famílias de baixo poder aquisitivo, que não tem acesso a água encanada do sistema comunitário por falta de condições para custear as despeças com as ligações, embora, sabe-se que água é um bem Universal e um direito de todos.

Núcleo Gestor de Água – Uma farsa para enganar os consumidores de água, pois, nunca existiu oeste setor.  Quem tiver dúvida procure a associação e peça maiores informações tais como quem são os seus componentes, quando foram eleitos, que papel exercem na associação e peça as atas das reuniões ou converse com a população e procure saber se alguém conhece este setor e qual a sua finalidade. 

A Federação está à disposição da população do Preá para dirimir quaisquer dúvidas e dar maiores esclarecimentos a população usuária de água do referido sistema. Medidas legais estão sendo adotadas. Compartilhem!

Dr. Lima/FAC

 

 

quinta-feira, 13 de abril de 2023

FALTA D’ÁGUA E COBRANÇAS INDEVIDAS REVOLTAM A POPULAÇÃO DO PREÁ

Cruz. O sistema de abastecimento de água da comunidade do Preá, Distrito de Caiçara, Município de Cruz, Litoral Oeste do Ceará, distante 270 Km de Fortaleza, entrou em fase de colapso, faltando água, várias vezes ao dia, em diversos setores da comunidade, devido ao sistema ter sido implantado, há mais de 25 anos, com o propósito de atender a 200 famílias de pescadores de baixo consumo, mas, atualmente, visa atender há mais de 4.000 pontos de consumo, desde pequenas famílias, até comércios, construções, piscinas, postos lava-jatos, irrigação de sítios, pousadas, dentre outros atendimentos não recomendados para serem comtemplados com estes sistemas comunitários.

     

O sistema de abastecimento de água foi implantado pelo Governo do Estado e entregue à comunidade para suprir a sua necessidade de água potável com qualidade e quantidade suficientes, visando a qualidade de vida e saúde desta população de baixo poder aquisitivo.

Implantado o sistema que consta de um poço profundo, com vasão prevista de 25.000 l/h, caixa d’água, filtro, aerador, quite de cloração e rede de distribuição a ser administrado pela Associação Comunitária do Preá em parceria com o Sisar, cobrando uma pequena taxa para manutenção, incluindo a contribuição social.

Com o passar do tempo, administrações, cada vez mais irresponsáveis, começaram a desnortear os objetivos do sistema e fazer malversação dos recursos, não mais investindo na ampliação adequada do sistema e a qualidade e a quantidade da água ofertada deixou de ser sua principal meta. A ampliação da rede de água é feita com tubulação de diâmetro inadequado para atender a demanda da população, além de usar material da pior qualidade, como podemos constatar uso de cano de plástico preto não recomendado para esta finalidade, não raro encontrar-se tubulação externa. Como resultado, a água não chega às casas dos consumidores, registrando-se casos que que as residências passam mais de um mês sem uma gota de água nas torneiras e não adianta reclamar, pois, não se toma nenhuma providência, mas, as cobranças indevidas não atrasam.

Estamos há mais de cinco anos sem que haja eleição para renovação da diretoria, o que deveria ser feita a cada três anos, como determina o Estatuto Social. Também, não há prestação de contas nem reuniões, que deveriam acontecer periodicamente. Os aumentos das contas são feitos sem aprovação em Assembleias Gerais nem obedece a nenhum critério preestabelecido, conforme determina o estatuto e normas do Sisar. Centenas de consumidores, nunca pagaram qualquer valor ou contribuição pelo uso e consumo de água. Verifica-se que não há nenhuma relação direta entre quantidade de água consumida e valor cobrado, pois, uns consomem mais e pagam menos, quanto que outros consomem menos e pagam mais caro. Vários consumidores não tem nem hidrômetros instalados. Alguns, recebem contas de água com taxa mínima, só para comprovar que é contribuinte, mas, quando recebem o papel de água, vai ao escritório para carimbar, para simular os pagamentos, que nunca fizeram. Outros consumidores, declaram que nunca receberam contas de água.  Os funcionários da Associação e alguns de seus parentes, também, são isentos do pagamento das contas de água que consomem. Os valores cobrados pelas ligações novas, chegam a R$ 2.000,00 ou mais por um hidrômetro, que custa R$60,00 e R$ 10,00 por 2 metros de cano. Após denúncias feitas pelas redes socias, imediatamente, passaram a fazer as ligações cobrando entre R$ 150,00 e R$ 300,00 o que comprova o quanto a população estava sem extorquida. Temos um exemplo de um senhor de lava jato, que sofria com os frequentes cortes em seu fornecimento de água, encerrou suas atividades e passou a administração para um casal de argentinos. Quando os administradores do sistema, constataram a presença do novo cliente, com menos de quinze dias de trabalho, com poucos clientes, humilharam o cidadão, por mais que ele pedisse para não cortar sua água, pois, estava trabalhando, mas, de nada adiantou, sendo obrigado a pagar R$ 2.000,00 para recuperar o fornecimento de água. Teve que encerrar sua atividade e foi embora.

Atos irresponsáveis e criminosos, com requintes de bandidagem são praticados contra pessoas simples, humildes e sem os devidos conhecimentos de seus direitos, pois, cortam água de famílias doentes, sem nenhuma renda familiar, ou quando o chefe de família se encontra ausente. Várias famílias vivem sem água por não puderam pagar valores astronômicos e sem valor justificável, enquanto muitos consumidores de alto poder aquisitivo, nunca pagaram nada pelo uso da água. A pouca água ofertada, não tem garantia de qualidade própria para consumo humano, pois, os poços, caixas e filtros não passam por serviços de manutenção, levando a sujeira até as torneiras dos consumidores, obrigando-os a comprar água mineral e perfurar poços, aumento os gastos com aquisição de eletrobombas, instalação elétrica e consumo de energia. Não basta a pouca oferta de água, ainda a população é obrigada a conviver com o desperdício de água devido aos constantes vazamentos sem que providências imediatas sejam tomadas. Devido a péssima qualidade do serviço, há casos em que já foram registrados nove vazamentos repetidos no mesmo lugar.

O Sistema de Abastecimento de Água de Formosa.

O sistema de abastecimento de água da Formosa teve início com um poço perfurado pelo Governo do Estado e entregue à Prefeitura com um chafariz instalado para servir a população gratuitamente. Em seguida, no Governo Dilma, foi aprovado um sistema de água para contemplar 74 famílias através do Programa Água para Todos. O projeto foi aprovado e feita licitação em nome da Associação do Rancho do Peixe e até a placa da empresa que ganhou a licitação foi fixada. Mas, o presidente da Associação Comunitária do Preá, que administrava a associação, na época, interveio no projeto e a empresa Líder Construções retirou-se e a comunidade foi prejudicada, ficando sem o projeto. A Associação, que já tinha iniciado a implantação do Projeto, com a saída da empresa, foi obrigada a conclui-lo e cobrou R$ 300.00,00 sem a devida autorização dos associados e sem prestação de contas. Para agravar, ainda mais a situação, ligou o sistema na rede do Preá, deixando a comunidade com insuficiência de oferta de água e passou a cobrar contas astronômicas de seus usuários que não deveriam pagar nada. Na tentativa de resolver o problema, fizeram a perfuração de um poço sem a outorga nem a autorização do proprietário, sendo o serviço embargado. deixando um prejuízo de cerca de R$ 100.000,00 aos cofres da Associação do Preá. Mais três projetos foram conseguidos para ampliar o sistema do Preá, mas, sem êxito, por não ter sido aceito pelas diretorias da Associação, motivados por questões políticas.

Venda de um Imóvel da Associação

A Associação Comunitária do Preá, recebeu, por doação, um terreno “com as seguintes medidas, confrontações e características: Medindo (17m) de frente por (60m) de fundos, sendo ao Norte: com terreno do Sr. Manoel Pires Chaves: ao Sul: com terreno de Alcir Braga de Lima; ao Leste: (Nascente) com a Rua Francisco Xavier Chaves e ao Oeste: (Poente) com terreno de José Augusto Vasconcelos, totalizando uma área de 1.120m²”. Posteriormente, foi acrescida uma área de (3m) de frente com (60m) de fundo, totalizando uma subárea de 180m² por compra.



                                                                  Terreno Vendido

Este terreno foi doado pelo Senhor TARCISIO IRAPUÃ SALES, e Sra. MARIA ALDERI ROCHA SALES à Associação Comunitária do Preá, inscrita no CNPJ/MF sob n° 23.717.903/0001-93, e “Que o referido imóvel tem por finalidade que seja construído nesta área sob a administração do Donatário uma OFICINA DE ARTES E OFÍCIO”. (CIC).

O imóvel supra citado e devidamente qualificado foi vendido pelos administradores da Associação Comunitária do Preá, sem a devida autorização dos doadores nem dos associados, como também não houve prestação de contas com a comunidade, motivos que causaram revolta e indignação por parte dos associados ao tomarem conhecimento deste ato criminoso. Como consequência, o caso foi parar na Justiça.

Assim, ficando bem claro que se tratou de um ato criminoso praticado por um grupo que se aproveitou de uma oportunidade leviana para adquirir recursos com a venda ilegal de bens da associação.

A Falsa Diretoria

A administração do sistema de abastecimento de água é feita de forma clandestina, pois, os administradores não foram eleitos, mas, o senhor Daniel Jose Silva Sousa porta uma ata falsa para poder se identificar como sendo o Presidente da Associação Comunitária do Preá, mas, várias pessoas, cujos nomes constantes nesta ata já se declararam que não fazem parte desta “diretoria” pois, não assinaram nenhum documento nem a citada ata não qualifica os membros da diretoria nem designa os seus respectivos cargos. Os mesmos afirmam que jamais participaram de qualquer reunião da diretoria. Nem, na Justiça, o falso presidente conseguiu explicar esta situação preferindo o silêncio.

Vários documentos falsos já foram apresentados, na tentativa de convencer a população de que se trata de uma diretoria legalmente constituída, que seus atos são legais, mas, até o presente, não encontrou reconhecimento nem apoio por parte da população da comunidade, tornando a situação ainda mais complicada.

Na tentativa de encontrar reconhecimento como Presidente da Associação Comunitária do Preá, o Senhor Daniel reuniu vários documentos falsos, tais como ata de eleição, declaração de que não tem parceria nem convênio com a Prefeitura, embora exista uma grande relação de cooperação com a Prefeitura, apresentou documento falso para justificar que o Governo não concedeu isenção de conta de água no período da pandemia. Quando questionado, não se justifica.

 

Dr. Lima

segunda-feira, 20 de março de 2023

A FESTA DE SÃO JOSÉ NA PRAIA DO PREÁ

 origem da comunidade, procissão marítima, eventos religiosos, construção de igrejas, tradicional banho de mar, festas profanas e participação política.

A festa religiosa, em homenagem ao Santo Protetor São José, na Praia do Preá, Município de Cruz, situada a 270 Km de Fortaleza, Litoral Oeste do Estado, teve início com uma promessa feita ao Santo São José por uma senhora de nome Creusa, esposa do Senhor Manoel Carneiro, pedindo sua interseção em favor de seu filho Clodoaldo que se encontrava enfermo.

                    

         Preá - animal que deu nome à Comunidade                 O Centro da Praia do Preá em 1985

Com a graça alcançada e o filho curado, a Senhora Creusa convidou outras mulheres da comunidade para pagar a promessa que consistia em fazer um barquinho, colocar uma vela e lançar no mar, distante da praia. Acompanhada por crianças, alunos da Professora Lídia, que levou as crianças em uma canoa comandada pelo então pescador Manoel Ferreira de Vasconcelos para que ela pudesse pagar a sua promessa. No ano seguinte, o Senhor Eliézio Marques, empresário da pesca, deu início aos festejos levando uma imagem de São José em uma procissão de canoas no mar. Ao voltar, encerrava a cerimônia religiosa com uma Santa Missa em terra firme. Esta Procissão, teve continuidade por outras pessoas, tornando-se em um evento religioso que já é tradição há mais de meio século em Preá. Após os atos religiosos, os participantes começaram a aproveitar o ensejo para tomar um banho de mar, que se tornou um dos maiores eventos do Dia de São José em Preá, chegando a registrar presença de 22.000 pessoas, em 800 carros e 1.300 motos superlotando todas as ruas e áreas livres da comunidade que serviam para estacionamento. As pessoas vinham com muitas dificuldades, pois, as vias de acesso eram estradas carroçáveis de areia, com passagem de água e não era raro ver-se carros atolados. Vinha gente de toda a região para participar dos Festejos a São José, acompanhar a procissão marítima, participar da missa e tomar banho de mar.

As primeiras missas foram celebradas em um pequeno prédio rústico, que se denominava de pesqueira, onde os pescadores guardavam seu material de pesca. Com o aumento da presença dos devotos de São José, a comunidade resolveu construir um pequeno prédio e saiu visitando as comunidades vizinhas em busca de ajuda para construção deste prédio. Homens, mulheres e jovens da época se empenharam nesta missão de construir o prédio, que passou a acolher a imagem de São José, realizar missas e servir de ponto de encontro das pessoas da comunidade para realizarem eventos comunitários. Hoje, centro de Artesanato.

Com o aumento dos banhistas, que passaram a priorizar o banho ou participarem da Santa Missa com roupas de banho e presença de pessoas embriagadas, isto, não agradou aos padres e lideranças religiosas, que resolveram não mais realizarem os atos religiosos neste dia e ficou suspenso por vários anos.

O Senhor José Martins dos Santos (Zé Ana) teve a iniciativa de construir um Templo Religioso, com recursos próprios, para acolher a imagem de São José e realizar os festejos, com toda a programação, incluindo, procissão em terra e mar, missas e novenas, leilões e bingos. A coordenação das atividades religiosas ficava a cargo de sua Filha Zélia Martins, que também faz parte da coordenação religiosa da Igreja de São Pedro, construída em homenagem aos pescadores.  Sendo a igrejinha particular, com o falecimento do Senhor Zé Ana, as atividades religiosas foram encerradas e os Festejos a São José passaram a ser realizados na Igreja de São Pedro. O Senhor Santino Manoel Martins, assumiu a liderança de uma campanha para construir um novo templo e, para tanto, mobilizou a comunidade católica e cidades vizinhas para erigir uma nova Igreja de São José, que iniciou em 2013, com o Pe. Marcone que recebeu ajuda de outras lideranças, com destaques para Josimar Neves, que doou toda a ferragem, o Prefeito Jonas Muniz doou as telhas e a construção ficou a cargo do Pedreiro Del Marques do Cajueirinho. Com problemas em sua estrutura, causada por uma batida de um caminhão, que causou rachaduras nas paredes. A igreja está fechada para demolição e uma nova Igreja será erguida e, mais uma vez, espera-se contar com a generosidade de seus fieis devotos.

Igreja de São José em Preá

Este ano, A Festa de São José em Preá, foi realizada nos dias 16, 17 e 18, pelo Padre Manoel Gilson, com celebrações na Igreja de São Pedro e contou com a participação de várias comunidades convidadas.

Com o grande destaque do Dia de São José, que passou a receber grandes quantidades de visitantes como religiosos, banhistas e vendedores ambulantes, a Prefeitura de Cruz passou a promover grandes eventos durante toda a semana que antecedia o Dia de São José, 19 de março, que também é o dia do Padroeiro do Ceará.

                                                                                        Praia do Preá no Dia de São José em 19/03/2023

Muitos eventos passaram a ser realizados, com destaques para competições de Regatas de Canoas com premiações, competições esportivas de diversas modalidades como: paraquedismo, vaquejadas, cantorias, shows com grandes atrações e artistas famosos, isolamentos da área dos banhistas, providenciando policiamento, Corpo de Bombeiros, iluminação e instalação de banheiros químicos, para dar maior segurança e comodidade aos banhistas. Também providenciou médicos e enfermeiros de plantão para atendimento durante todo o período do evento.

                     

                                     Motorista Igor                  Equipe Médica - PSF                       Manoel Ferreira - Igreja

A Equipe Médica de Plantão do PSF Francisco Dias dos Santos do Preá, no período festivo deste ano, ficou na responsabilidade do Dr. Romério Macedo, ASG Mariane, Técnica Taiane e o Enfermeiro Crishian. Uma equipe de alto nível técnico profissional que tem uma ótima credibilidade e bom relacionamento com a comunidade. O Motorista Igor Lincoln esteve de plantão, sendo um jovem experiente e responsável.

Este ano, a presença de banhistas e vendedores foi insignificante e os grandes eventos limitou-se a um show na Praça de Eventos, na noite de sábado, dia 18, mas, tudo transcorreu com muita tranquilidade.

Origem da Comunidade do Preá

Os primeiros habitantes da Praia do Preá, Município de Cruz, teve origem com os pescadores de comunidades vizinhas e de retirantes que vieram fugindo das secas, sendo que  o Senhor Leopoldo Manoel de Medeiro foi o chefe de uma das primeiras famílias a se instalar em Preá, em 1953. Outras famílias, provenientes de comunidades como: Cavalo Bravo, Caiçara, Jericoacoara e Formosa mudaram-se    para o Preá, nas décadas seguintes. Na Comunidade do Preá, tem no seu conjunto, locais com denominações definidas como: Baixa Verde, que tem esse nome devido ao córrego que mantinha suas margens com vegetação verde o ano todo e Rancho do Peixe, que teve esta denominação devido a um rancho de palhas de coqueiros que os pescadores construíram para guardar o peixe e o material de pesca e servir de ponto de apoio para os pescadores. A denominação de Preá, originou-se devido à grande abundância de Preá, um animal roedor que habitava entre os manguezais da região. Transformada em uma Vila de Pescadores, sua principal atividade econômica era a pesca artesanal, enquanto que as mulheres se dedicavam ao tratamento do pescado, confeccionar e remendar as redes de pesca, além de exercerem as atividades de marisqueiras.

       

                 Igreja de São Pedro                                              Praça de Eventos                  Rua do Preá

Com o advento do turismo na região, a comunidade passou por um grande processo de desenvolvimento econômico e social, situando-se em um dos polos de turismo que mais cresce no Brasil, ganhando notoriedade em todo o mundo.

http://cavalobravo.blogspot.com/

Dr. Lima

Radialista

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

O CONFLITO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO PREÁ

 Dr. Lima – FAC

A Praia do Preá, Distrito de Caiçara, no Município de Cruz, distante 280 Km de Fortaleza, Litoral Oeste do Ceará, passa por momentos de transtornos por conta da irregularidade na oferta de água, pois, além de vários dias sem água em diversos pontos da comunidade, e quando aparece, falta várias vezes ao dia. As cobranças são indevidas, não há prestação de conta, a eleição e as reuniões não acontecem há mais de cinco anos. A administração do sistema de abastecimento de água é feita de forma clandestina, pois, os administradores não foram eleitos, mas, o senhor Daniel Jose Silva Sousa porta uma ata falsa para poder se identificar como sendo o Presidente da Associação Comunitária do Preá, mas, várias pessoas, cujos nomes constantes nesta ata já se declararam que não fazem parte desta “diretoria” pois, não assinaram nenhum documento nem a citada ata não qualifica os membros da diretoria nem designa os seus respectivos cargos. Os mesmos afirmam que jamais participaram de qualquer reunião da diretoria. Nem, na Justiça, o falso presidente conseguiu explicar esta situação preferindo o silêncio.

Vários documentos falsos já foram apresentados, na tentativa de convencer a população de que se trata de uma diretoria legalmente constituída, mas, até o presente, não encontrou reconhecimento nem apoio por parte da população da comunidade, tornando a situação ainda mais complicada. Já houve tentativa de recolher assinaturas para comprovar que não é falsa eleição, mas, não conseguiu êxito, pois, ninguém assina nada.

A população está se mobilizando para não pagar as contas de água indevidas e exige a prestação de conta referentes aos últimos cinco anos; querem saber aonde está o dinheiro arrecadado, os bens da associação, querem explicações sobre as cobranças indevidas e os aumentos de contas sem aprovação e autorização da assembleia. Ainda, querem saber porque muitos usuários de água nunca pagaram qualquer quantia pelo consumo, nem mesmo a taxa de contribuição social enquanto que outros são explorados de forma desonesta.

Em conversa diária com os usuários de água, ouve-se muitas reclamações tais como: cobranças abusivas que chegam a receber contas no valor de R$ 17.000,00, emissão de segunda via de conta de R$ 710,00 quando a conta original era de R$ 125,00. Mesmo assim nunca querem emitir a segunda via. Tem consumidor com conta de valor fixo, independentemente da quantidade de água consumida, enquanto outros passam mais de um mês sem chegar água na torneira, mas, recebe conta no valor de mais de R$ 300,00 e quando vão reclamar a resposta é: “consumiu tem que pagar” e ainda recebem aviso de corte. Outros, recebem cobrança de contas em atraso há mais de ano, sendo que nada devem comprovado através dos papeis de pagamento mensal. Outros, afirmam que nunca receberam cobrança de contas de água. Há aqueles que acumulam várias contas de água e quando vão pagar quitam tudo com uma gorjeta. Quando alguém precisa de um recibo de pagamento não é atendido nem a conta de água é aceita pelas instituições como comprovante de residência. O sistema foi implantado há mais de vinte e cinco anos para atender duzentas famílias, mas, hoje, já tem mais de quatro mil ligações para atender sistemas de irrigação de coqueiros, piscinas, posto de lava-jato, construções, além de centenas de bombas ligadas diretamente na rede prejudicando os outros consumidores. A população é obrigada a perfurar poços, aumentando as despesas com eletrobombas, contas de energia elétrica e compra de água mineral. O sistema de abastecimento de água não passa por manutenção, poços, caixa d’água e filtros não são limpos, a tubulação é suja, nem há tratamento de água. Já solicitamos a análise da água, mas, nos foi negado. É um problema crônico que se arrasta há muitos anos. Tem pessoas da associação que pagam contas pessoas com o dinheiro da associação. Muitos pagamentos das contas são feitos através de aplicativos que não estão em nome da associação, pois, para movimentar contas bancárias, em nome da associação, é necessário a documentação que comprove a eleição e posse da diretoria, principalmente Presidente e Tesoureiro. Documentação que não existe. Já foi ofertado um prêmio de R$ 1.000,000 (um mil Reais) para quem apresentasse a documentação que comprovasse a eleição e posse da diretoria, mas, até o presente, não apareceu ganhador e os grupos que divulgaram esta nota, foram imediatamente bloqueados. Outra reclamação recorrente é de que contas com maiores consumo de água pagam menos enquanto que outras de consumo pequeno tem alto valor de cobrança. Casas fechadas recebem cobranças acusando consumo de água com e valores astronômicos e outros que são grandes empreendimentos com alto valores de consumo, pagam taxa mínima. O Governo do Estado, no período da pandemia, isentou cinco meses de taxas de água, em todo o Estado e de todos os sistemas de água, mas, em Preá, nunca ninguém foi contemplado com este benefício. Muitas famílias pobres não tem água por falta de condições para parar R$ 2.000,00 por uma ligação que custa R$ 10,00 de cano e R$ 60,00 pelo hidrômetro. Encontrei famílias pobres, passando necessidade com o chefe da família doente e desempregado, mas, teve a sua água cortada, ato irresponsável que causou revolta entre a população que classificou como sendo ato desumano e irresponsável.

A associação não tem outorga de água, não está associada ao SISAR, conta com total apoio da Prefeitura, pois, tem funcionário que é pago pela prefeitura, inclusive o próprio Daniel Sousa. O Antigo PET (Hoje, Viver Bem) funciona na sede da associação e todos os cadastros e reuniões que a Prefeitura faz na comunidade é na sede da associação, as contas de energia do sistema é em nome da prefeitura e as escavações de redes de água é feita com as máquinas da prefeitura e nas contas de água têm impresso o mapa de coleta de lixo da prefeitura, embora Daniel afirma, através de uma declaração, que não tem nenhuma parceria ou convênio com a Prefeitura mesmo que seja informal, mas, até os advogados que o defende em suas ações criminosas são da Prefeitura. Sempre a associação teve uma boa relação amistosa com a Prefeitura desde quando o sistema foi implantado há mais de vinte e cinco anos.

Na época da eleição municipal, muitas ligações novas e contas atrasadas foram dispensadas de pagamentos em troca de votos, causando graves prejuízos econômicos a Associação, mas, entregavam um recibo para comprovar que as contas eram pagas, legalmente, sem interferência política, mas, ao contrário, os próprios usuários confirmam a compra de votos.

Por conta destes e outros desmandos e atos irresponsáveis que são praticados contra os consumidores de água, que a população está dialogando, entre si, trocando informações e exigem, imediatamente, que todos suspendam os pagamentos irregulares de água e querem uma assembleia geral para fazer a prestação de contas, identificar os bens da associação, pois, sabe-se que alguns já foram vendidos e que seja feita uma eleição imediatamente.

Estes atos irresponsáveis são praticados por um grupo de malfeitores que vem agindo há vários anos, causando transtornos a toda a população, sendo que vários presidentes já foram afastados, mas, os problemas continuam. Requeremos uma ação enérgica e imediata da justiça para dizimar, definitivamente, estes malefícios que são praticados contra a população do Preá e que haja uma punição exemplar.         

 

      Preá, 23/01/2023

sábado, 10 de setembro de 2022

NOTA DE UTILIDADE PÚBLICA

 


 

O Presidente da Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz – CE, torna público que após fazer várias denúncias e esclarecer a população do Preá,  sobre irregularidades nas cobranças abusivas pelas ligações de água feitas pelos administradores da Associação Comunitária do Preá, a falsa diretoria, que estava cobrando R$ 2.000,00 por uma ligação que usa um hidrómetro de R$ 60,00 e dois metros de cano no valor de R$ 10,00,  agora, está fazendo as ligações por R$ 300,00, o que comprova as cobranças indevidas e abusivas, explorando os consumidores e privando muitas pessoas humildes de terem o acesso a água, que é um bem público e Universal, cuja estrutura de todo o sistema é propriedade do Governo do Ceará.

Mais uma vez, reiteramos o nosso apelo para que as autoridades competentes tomem as medidas cabíveis para coibir este ato desonesto, brutal e desumano contra a esta gente humilde que sofre com este ato ilegal.

 

Dr. Lima

FAC

Em 10/09/22

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

VENDA IRREGULAR DE UM IMÓVEL DA ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DO PREÁ

 Preá, 07/09/2022.

Cruz – CE. A Associação Comunitária do Preá, Município de Cruz, CE, recebeu, por doação, um terreno “com as seguintes medidas, confrontações e características: Medindo (17m) de frente por (60m) de fundos, sendo ao Norte: com terreno do Sr. Manoel Pires Chaves: ao Sul: com terreno de Alcir Braga de Lima; ao Leste: (Nascente) com a Rua Francisco Xavier Chaves e ao Oeste: (Poente) com terreno de José Augusto Vasconcelos, totalizando uma área de 1.120m²”. Posteriormente, foi acrescida uma área de (3m) de frente com (60m) de fundo, totalizando uma subárea de 180m² por compra.

Este terreno foi doado pelo Senhor TARCISIO IRAPUÃ SALES, e Sra. MARIA ALDERI ROCHA SALES à Associação Comunitária do Preá, inscrita no CNPJ/MF sob n° 23.717.903/0001-93, e “Que o referido imóvel tem por finalidade que seja construído nesta área sob a administração do Donatário uma OFICINA DE ARTES E OFÍCIO”. (CIC).

Cidade de Cruz (Preá), 26 de setembro de 2007.

O imóvel supra citado e devidamente qualificado foi vendido pelos administradores da Associação Comunitária do Preá, sem a devida autorização dos doadores nem dos associados, como também não houve prestação de contas com a comunidade, motivos que causaram revolta e indignação por parte dos associados ao tomarem conhecimento deste ato criminoso.

Os Filhos do Sr. Irapuã, ao tomarem conhecimento deste ato ilegal, logo procuraram a então diretoria da associação, que se recusou a dar qualquer justificativa. Após várias tentativas, finalmente, conseguiram uma reunião a quem pediram explicações sobre esta venda, solicitaram o edital de convocação e a ata da reunião com os associados, pediram o documento de doação do terreno, o comprovante de depósito e o documento da venda do imóvel, mas, foi tudo negado.  Ainda chegaram a prometer o envio, posterior, destes documentos, mas, nunca entregaram.

Em uma segunda tentativa de diálogo os filhos do Sr. Irapuã pediram a aquisição destes documentos, sem lograr êxito, então foi tomada a decisão de levar o caso para a justiça e assim foi feito.

Na tentativa de subornar as pessoas da comunidade, os administradores da Associação, ainda tentaram colher assinaturas para comprovar a autorização da venda, mas, não conseguiram apoio.

Noutra tentativa, para buscar apoio, a diretoria reuniu um pequeno grupo de simpatizantes para explicar os motivos da realização desta venda, como sendo adquirir recursos para construção de uma quadra de esporte para tirar os jovens da ociosidade, mas, esta justificativa não convenceu, porque a associação não trabalha com jovem, e o pior, é que a associação já dispõe de uma quadra de esporte que se encontra abandonada. Ainda explicaram que o terreno não tinha documento, os associados tinham aprovado a venda e que os doadores estavam de acordo, mas, tudo isto foi desmentido. Os associados não tinham aprovado esta venda, se quer tinham conhecimento deste negócio, e que a associação recebeu o documento de doação com registro em Cartório e que os doadores não tinham aprovado a venda e, ao tomarem conhecimento deste ato, entraram com ação na justiça.

Assim, ficando bem claro que se tratou de um ato criminoso praticado por um grupo que se aproveitou de uma oportunidade leviana para adquirir recursos com a venda ilegal de bens da associação.

Que os associados repudiam qualquer ato lesivo conta o patrimônio da associação e jamais foi conivente com qualquer ato de violação aos direitos da Associação e que sempre preservou e defendeu atos de boa fé.

Dr. Lima

Presidente da FAC

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

VOCÊS PRECISAM VER, PARA SABER COMO É GASTO O DINHEIRO DA ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DO PREÁ

Os atos de incompetência dos administradores da Associação Comunitária do Preá, Município de Cruz - CE, situada a 270 Km de Fortaleza, não tem limites.                                                           

Os que se dizem administradores do Sistema de Abastecimento de Água da Comunidade do Preá, fizeram a perfuração de um poço artesiano, na vizinha comunidade de Formosa, sem a devida autorização dos associados do Preá nem da comunidade de Formosa. Também não tiraram a outorga da COGERH nem solicitaram a autorização ao proprietário.

Gastaram R$ 62.000,00, conforme declaração dos próprios administradores, somente com aquisição de canos além de outras despesas com a perfuração e revestimento do poço e início da instalação da rede de água.

Sem as autorizações devidas, a obra foi embargada pelo proprietário, causando um prejuízo de cerca de R$ 100.000,00 aos cofres da Associação Comunitária do Preá.

Em seguida, com a construção do asfalto da estrada que liga o Distrito de Aranaú, no Município de Acaraú, ao Povoado do Preá, Município de Cruz, ficou a tubulação debaixo do asfalto. A população ficou sem água e sem o dinheiro.
Foi mais um ato que comprova atitudes impensadas e danosas para a Comunidade. Hoje, a população sofre com a falta de água, sem o dinheiro e sem ter a quem recorrer.

Além dos danos econômicos à população da comunidade, o lixo que se acumula e com o poço aberto, sem nenhuma proteção, aumenta o risco de contaminação da água do poço que abastece a Comunidade de Formosa.

Preá, 02/09/2022

Dr. Lima

FAC