quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

“... SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME”


Lampião como todo sertanejo, gostava de uma forrozeada ao som do fole, zabumba, pandeiro e triângulo. Passar as noites dançando, tocando e dizendo versos, são, ainda, costumes de muitos cidadãos que moram nas quebradas desse imenso sertão.

Como fugitivo e sabedor de que as volantes estavam em seus rastros o “Rei dos Cangaceiros” sempre procurava estar o mais próximo possível de uma via de fuga. Em sua fase baiana, ele faz do imenso Raso da Catarina seu esconderijo maior.

Raso da Catarina - http://www.pauloafonso.ba.gov.br

Muito farrista, procura sempre as propriedades próximas ao Raso para qualquer eventual ataque, cair fora e adentrar nas terras arenosas daquele deserto, onde, para quem não o conhecesse, corria o risco de morrer de fome e/ou sede, porém, sempre procurava fazer uma festança.

Em meados do ano de 1930, lá pelo mês de São João, no povoado Várzea, Lampião e sua turba vão festejarem a festa do santo, na casa de um dos grandes coiteiros da região, o Sr. Quinca, Joaquim Teixeira Lima, que era esposo da senhora Aristéia Teixeira Lima, que lhes tinham grande apreço e serem compadre do ‘Homem’, assim Lampião era conhecido na Bahia, pelo mesmo ser padrinho de uma de suas filhas, Alexandrina Teixeira Lima.

Os forrós na casa de Quinca eram de lascar de bons. Não tinham hora para findarem-se. Assim, naquela noite, o samba vira a noite e prossegue durante todo o dia. O sol há muito havia rompido a aurora quando já se notava que os cangaceiros estavam totalmente de pileque. O chefe ordena que todos peguem seus atavios e se preparem para seguirem viagem até as terras da Lagoa do Rancho onde almoçariam. Toda a cabroeira se aprontou e colocaram os pés no caminho.

Como sempre, naquela ribeira a comida era preparada pelo casal, o Sr. João Caraíba da Silva e dona Maria Pereira da Silva, sendo conhecidos por todos como João Caraibeira e Maria Grande. Casal que, por sinal, estava levando ao pé da letra o mandamento ‘crescei e multiplicai-os’, pois já eram dez as suas descendências. Desses, cinco era homem, ”Antônio. Olisso, Virgínio, Enoque e João”, e o restante mulheres, “Alvina, Cândida, Rosa, Marciana e Rita”.

Após saírem da casa onde houvera o ‘samba’, talvez devido ao mé ingerido, o grupo se dispersa muito. Alguns parece pegarem corrida, outros se atrasam muito e o restante vai ao meio. Daqueles que muito se adiantaram, chegando mesmo a ser o primeiro, foi o cangaceiro de alcunha Sabiá. Conhecedor do terreno, não teve dificuldades de sair no terreiro da casa de João Caraibeira. Na casa, naquele momento, só encontravam-se alguns dos filhos do casal cozinheiro. Um deles, era a adolescente Rira Maria de Jesus, que com seus 15 anos de idade, já tinha um corpo sedutor.

Rira Maria de Jesus vítima de estupro pelo cangaceiro Sabiá

A fera alojada no interior do cangaceiro desperta ao ver a jovem. Com perversos instintos, imaginários e obscenos, pega-a e a arrasta para fora da casa, levando a indefesa criança em direção à mata próxima a um dos lados da casa. Seus irmãos abrem o berreiro no meio do mundo e saem em uma carreira só, sem descanso, para a casa do senhor Silvestre Torres, onde seus pais encontravam-se. Lá chegando dizem o que estavam se passando em casa. Seu pai sai em toda velocidade que suas pernas podem alcançar, a fim de proteger sua filhinha.

Chegando a casa, já ciente do que se passara João Caraibeira ver Lampião chegando com o restante de seus homens. Corre para junto dele e diz o que se passa. Lampião, de imediato, ordena que Luiz Pedro e Arvoredo vão e prendam o cabra. Os dois saem para cumprirem a ordem e levam o pai de Rita com eles. Lá, Luiz Pedro pega o cabra, dar-lhes uns sopapos, joga-o no chão e quebra-lhe os dentes com a coronha do fuzil. Depois o amarra debaixo de um pé de mulungu ali perto. Vendo seu destino de frente, o cabra pede para seus companheiros o matar antes da chegada do chefe. 


Lampião chega saca da pistola e atira duas vezes no cangaceiro Sabiá, e manda que Luiz Pedro o sangre. Luiz Pedro cumpre a ordem. Saem e vão comeram em quase total silêncio, deixando o corpo inerte ali desprezado, só quebrado pelo cangaceiro Mariano, que diz para o chefe mor, não concordar com o que ele fez. 

O cangaceiro Mariano

Lampião então manda que Silvestre vá e enterre o corpo de Sabiá. O que faz o coiteiro acompanhado de seus filhos “Pedro, Jovino, Manuel, Joventino e Gabriel juntamente com seu genro José Justino”.

Dois anos depois, em 1932, o tenente Zé Izídio manda dizer que o senhor Silvestre vá à cova do cangaceiro, retire o crânio e leva até a cidade de Jeremoabo, BA. Assim faz o sertanejo e voltou para sua casa na Lagoa do Rancho. 

Passado algumas semanas, a volante do tenente Luís Mariano chega a sua residência, na Lagoa do Rancho. Os soldados, a mando do tenente, prendem o velho José Silvestre Torres, o levam para o mato e começam uma sessão de torturas a base de pontas de punhais, facas e canivetes. 

Os soldados tinham a ordem de executar o velho após as torturas, porém, de tanto cacete que levou, o velho balbuciava palavras sem nexos. Terminando por fugir pelo mato. Resolvem então, os soldados, a deixarem ele pra lá, pois acreditavam que estivesse louco, devido à ‘madeira’ que tomou.

Saindo a caminhar sem rumo, o velho Silvestre vai de um lado para outro dentro da mata, e só atina com sua casa dois dias depois. Lá chegando, é ciente de que José Justino, Jovino e Gabriel tinham levado uma grande surra. Depois da sova que levaram, foram presos e levados para Santo Antônio da Glória. De lá foram transferidos para Salvador. Só após alguns dias, é que foram libertados e puderam retornar para seus familiares.

“(...) Difícil para os sertanejos era decifrar as leis que eram impostas pelas diversas facções que percorriam os sertões nordestinos (...).” (“Lampião em Paulo Afonso” – LIMA, João De Sousa. 2ª Edição (revisada e ampliada). 2013).

Era, caros amigos, nessa situação que os catingueiros, roceiros, vaqueiros e moradores viviam. Se não cumprissem o que ordenavam os cangaceiros, o pau comia e suas vidas poderiam serem ceifadas. Se cumprissem, a volante aplicava um tratamento semelhante, ou pior, os incluíam como coiteiros e a madeira comia de esmola, o sangue jorrava e a morte vinha a galope... Nas quebradas do Sertão baiano.

Adquira este através deste e-mail: joao.sousalima@bol.com.br

Fonte “Lampião em Paulo Afonso” – LIMA, João De Sousa. 2ª Edição (revisada e ampliada). Editora Fonte Viva. Paulo Afonso, BA. 2013

Foto Ob. Ct.

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VEM AÍ O NATAL.!

Por José Bezerra Lima Irmão
O autor José Bezerra Lima Irmão e o escritor João de Sousa Lima

Se você quer presentear alguém, ofereça-lhe algo que venha engrandecer a pessoa a ser presenteada, dê-lhe algo que a faça lembrar-se de você toda vez que olhar o objeto recebido. Ao dar um presente, você, mesmo de forma inconsciente, deixa transparecer o que pensa da pessoa a quem está presenteando: denota se você a considera uma pessoa frívola ou uma pessoa inteligente. O melhor presente continua sendo um bom livro: Machado de Assis (Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas...); Jorge Amado (Gabriela Cravo e Canela, Mar Morto, Tenda dos Milagres, Tocaia Grande...); João Ubaldo Ribeiro (Viva o Povo Brasileiro, Sargento Getúlio...); José Eduardo Goes (Uma Vida Itinerante); Carlos Magno (Um Voo sobre Frei Paulo); Domingos Pascoal (Experimente mudar, A Mudança Começa em Você - autoajuda); Oleone Coelho Fontes (Um Jagunço em Paris); Antônio Francisco de Jesus (Os Tabaréus do Sítio Saracura, Tambores da Terra Vermelha, Os Ferreiros...); Jorge Henrique Vieira Santos (Mutante in Sanidade, Glória Cantada em Versos, A Polidez no Discurso sobre a Inclusão da Pessoa com Deficiência na Escola); Prof. Vasko Vasconcelos (Busílis – o x da questão); Tinho Santana (Versos Sertanejos); Leunira Batista (O Espelho da Felicidade); Edivan Santtos (Reflexões); Lucas Lamonier (Janelas da Alma); Valduílio Vieira da Rocha (Martirizado pela Solidão).


Estou falando essas coisas porque também estou vendendo o meu peixe... Sou autor de “Lampião – a Raposa das Caatingas”. Veja bem: seu pai, sua mãe, seu tio, sua tia, seu amor, seu amigo (inclusive seu "amigo secreto"), enfim, qualquer pessoa que tenha algum vínculo com a cultura e a história do sertão nordestino certamente adorará receber neste Natal uma obra que, mais do que a simples história do rei do cangaço, vem sendo considerada pelos estudiosos do tema como sendo uma síntese da história do Nordeste na virada do século XIX até a metade do século XX. A história do Nordeste resume-se a esses três personagens: Lampião, Padre Cícero e Antônio Conselheiro. “Lampião – a Raposa das Caatingas” é um livro concebido e realizado com seriedade, deixando de lado as lendas, mitos e invencionices sobre a figura do legendário guerrilheiro do Pajeú. Além da farta bibliografia sobre o cangaço, baseei-me nos jornais da época, entrevistei dezenas de personagens ligadas aos fatos. O livro contém fotos e dezenas de mapas, indicando os lugares onde os fatos ocorreram. Indica até as coordenadas geográficas. Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda. Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês. Destaca os principais precursores de Lampião. Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço. Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados. A leitura desse livro, espero eu, fará com que o Natal da pessoa presenteada se prolongue por mais tempo, durante o Ano Novo, já que a obra tem exatamente 736 páginas. Feliz Natal! Boas Festas! E que em 2017 e nos anos vindouros se mantenha sempre acesa a chama do interesse pela história e pela cultura do nosso querido Nordeste. A melhor forma de demonstrarmos amor à nossa terra é estudando a sua geografia e a sua história. 

Um fraternal abraço. José Bezerra
josebezerra@terra.com.br

Vendas presenciais: Livraria Saraiva, do Shopping Salvador (Bahia) e do Shopping Rio Mar (Aracaju); Livraria Escariz (Aracaju); Livraria Leitura, do Shopping Vela Vista e do Shopping Salvador Norte (Salvador). Também com Jose Rezende contato zap. 79.999521775

Além destes endereços acima você encontrará esta obra com o  professor Pereira lá em Cajazeiras no Estado da Paraíba, através deste e-mail:  
franpelima@bol.com.br. 
A entrega será feita em qualquer parte do Brasil.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

VIDA E MORTE DE CANGACEIROS, COITEIROS, VOLANTES, CORONÉIS, PADRES E DE TODOS AQUELES QUE ESTIVERAM ENVOLVIDOS DIRETOS OU INDIRETAMENTE COM O CANGAÇO

Por José Mendes Pereira

Amigo leitor:

Você que ainda não conhece, depois de uma longa pesquisa nós organizamos com muito cuidado esta lista de datas da vida e morte de cangaceiros, coiteiros, volantes..., mas poderá haver alguns erros de digitação. Todas as datas foram adquiridas em diversos artigos publicados pelos escritores e pesquisadores do cangaço. 


Assim que  encontrarmos outras datas referentes ao cangaço que ainda não estão na lista, iremos colocá-las. 

Nota: O http://blogdomendesemendes.blogspot.com foi criado para postar matérias sobre "Cangaço" enviadas pelos escritores e pesquisador do tema, e não tem nenhum interesse de prejudicar quem quer que seja. A finalidade é repassar o que estes profissionais do cangaço escrevem.


Se algum escritor ou pesquisador achar que as suas informações sobre o cangaço não devem ser postadas nesta lista, é só nos comunicar através dos e-mails abaixo, que serão excluídas imediatamente, sem nenhuma mágoa. Tem o direito de protestar sobre as postagens das suas informações.


Se você acessar um site desta página e não conseguir abri-lo é provável que o material foi excluído a pedido do autor, ou excluído pelo próprio administrador do site, por uma razão qualquer.


Algumas informações relativas à datas não batem com outras de outros autores. Ao pesquisar, tente outros sites.  


Algumas informações estão escritas com a grafia do período que aconteceram os fatos, por isso, não fizemos a correção gramaticalmente.
 
E-mails: josemendesp58@hotmail.com - josemendesp58@gmail.com


Clique no link e conheça a enorme lista de datas sobre fatos que aconteceram no período do cangaço... Se não conseguir abri-lo, leve o link até ao google que ele abrirá.


http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br/2016/02/vida-e-morte-de-cangaceiros-coiteiros.html

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sábado, 3 de dezembro de 2016

Prezados Senhores Leitores deste Blog,

Informamos aos nossos leitores que, por motivo de doença, estive ausente neste blog por um período bastante longo, mas, doravante estarei aqui, a partir de janeiro de 2017, trazendo notícias, novidades e assuntos variados de interesses dos nosso seguidores.
Pedimos desculpas pelo transtornos que, eventualmente, podemos ter causado aos nossos seguidores, mas esperamos contar com a compreensão de todos vocês.
O nosso propósito é interagir com os nossos seguidores da melhor forma possível.

O Professor José Mendes tem sido um grande colaborador na alimentação deste blog e esperamos poder continuar com a sua colaboração para prestigiar os nossos colaboradores, principalmente com a História do nosso cangaço, da qual é é um profundo conhecedor e estudioso do assunto.
Meu carinhoso braço a todos vocês que sentiram a minha ausência por todo este período.
Em um trágico acidente de moto ocorrido no dia 21/12/2016, sai com fraturas de perna e punho, motivo pelo qual tive que me afastar da rádio ww.seisdeabrilfm.com.br, jornal A FOLHA e Blog por um longo período. Foi um longo período de dificuldades que me impossibilitaram de desenvolver as minhas atividades na área de comunicação.
Espero retornar, o mais breve possível.

Praia do Preá, Distrito de Caiçara, Município de Cruz, Litoral Norte do Ceará
, 03 de dezembro de 2016.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

E A "ASSOCIAÇÃO PROTETORA À COLEÇÃO MOSSOROENSE" IRÁ SAIR?

Por José Mende Pereira

A maior edição de livros do mundo está em Mossoró - no Rio Grande do Norte - Brasil - "quase 1 milhão de livros da coleção mossoroense".

Arte do poeta Rogério Dias

Tem que ser criada logo uma associação com os escritores que têm livros nas péssimas condições da “COLEÇÃO MOSSOROENSE”, DO CONTRÁRIO, o que eles escreveram não serão apresentados aos futuros mossoroenses.

 Arte do poeta Rogério Dias
Arte do poeta Rogério Dias

A criação de uma "Associação Protetora à Coleção Mossoroense" irá fazer com que chame a atenção de prefeitos e vereadores para aprovação de verbas que mantenha a biblioteca viva. Seja o primeiro, você que tem livros lá, para partir com esta associação! Apesar de não ser escritor, mas já estou sonhando com esta associação. São centenas de escritores mossoroenses que têm livros nela! 


 Vejam o que disse Aline Linhares:

FALTA RESPEITO E PAGAMENTO

"Sem pagamento desde abril de 2013, que deveria ser feito pela prefeitura de Mossoró, a fundação Vingt-un Rosado terá que sair de sua casa. Para onde irão quase "1 MILHÃO DE LIVROS DA COLEÇÃO" Mossoroense, que está sendo despejada hoje com todo seu acervo? Pro lixo? É assim que a cultura (verdadeira de Mossoró) é tratada? #luto".

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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

QUEM FOI LAMPIÃO?

Por José Mendes Pereira

A revista "Momento" da "ANABB - Associação Nacional dos funcionários do Banco do Brasil publicada no ano de 1997, Ano 3, Nº 16 - setembro e outubro 97, fez entrevista com o volante policial cabo Panta Godoy e o ex-cangaceiro Manoel Dantas Loyola no cangaço era alcunhado por Candeeiro, o que eles achavam velho guerreiro Virgolino Ferreira da Silva o Lampião. Vamos ver o que eles falaram:

PANTA DE GODOY

Revista Momento: Quem foi Lampião? 

José Panta de Godoy - Como falam, Lampião foi o rei do cangaço. Quando falavam no nome dele todos se assombravam. Ele impunha tudo pela força. O que ele queria, tinha de ser. Se o cabra não aceitasse dar o que ele pedia, poucos dias depois o Lampião chegava para matar. No sertão só se falava nele. Mas o cangaço tinha de acabar e só acabaria com a morte de Lampião. Ele virou bandido porque mataram o pai dele. Mas fez coisa pior do que a polícia fez com o pai dele. Acho que ele ultrapassou todos os limites.

MANOEL DANTAS LOYOLA

Manoel Dantas Loyola - O Lampião foi um grande homem na função dele. Passei mais de dois anos com ele e Lampião estava um home quieto. Queria ir para Minas Gerais, mudar de vida. Às vezes, dizia que as balas de Cangaceiro não matavam mais os macacos (policiais). Ele era um homem muito experiente e tinha uma palestra boa. Quando se aperreava era bravo, não dar para negar. O olho direito, meio cego, começava a soltar água. Era um chefe que lutava com os soldados. O que viesse para nós, ia para ele.

Fonte: 
A revista "Momento" da "ANABB - Associação Nacional dos funcionários do Banco do Brasil. 
Publicada no ano de: 1997 
Ano: 3
Nº.: 16
Referente aos meses: setembro e outubro/97

Esta Revista me foi presenteada pelo pesquisador do cangaço Francisco das Chagas do Nascimento (Chagas Nascimento funcionário aposentado do Banco do Brasil de Mossoró). 

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