terça-feira, 25 de novembro de 2014

JÁ SAIU A 2ª EDIÇÃO DO LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"

Por José Mendes Pereira

O livro "Lampião a Raposa das Caatingas" do escritor José Bezerra Lima Irmão já está na 2ª edição, e veja que a 1ª. edição foi impresso uma enorme quantidade de livros. 

Quem adquiriu este livro fala o quanto ele é importante para todos que gostam de estudar "Cangaço". As pesquisas que o autor fez duraram 11 anos, provam que foi feito um trabalho de alto nível, e com muita responsabilidade.

Adquira este livro para você ser uma autoridade sobre "cangaço", quando o assunto for ele em rodas de amigos.

Algumas pessoas conversam sobre este tema, mas não têm segurança no que diz, porque apenas ouviram falar, e não leram nada sobre o assunto. Eu já fui uma dessas pessoas que não lia nada sobre "cangaço", apenas eu ouvia e me envolvia na conversa, sem saber o que estava dizendo.

A 2ª edição continua sendo vendida através dos endereços abaixo: 

josebezerra@terra.com.br
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 
Pedidos via internet: 
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345 
E-mail: lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com 

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro. 
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PEREIRINHA



Por José Mendes Pereira

Conheci muito o Pereirinha que residia no Bom Jardim em Mossoró; baixo, magro, de cor galega, de andar apressado, e que tinha seus problemas mentais, mas nunca fora agressivo com ninguém, e mesmo sendo retardado, quem o conhecia, jamais tentou humilhá-lo por isso ou por aquilo.

Pereirinha era irmão de dona Aldhema Moura, que residia também naquele bairro, uma das zeladoras da Casa de Menores Mário Negócio, que por muitos anos trabalhou naquela instituição de menores.

Além do problema mental que tinha o Pereirinha, também sofria de epilepsia forte, e quando esta lhe atacava, e ao tornar, isto é, tomava conhecimento do que havia acontecido com ele, dizia que tivera naquele momento um abordo. E como todos já sabiam a sua resposta, sem humilhação alguém lhe perguntava se ele vira o feto. Ele dizia que não tinha interesse de ver filho morto. E assim era o Pereirinha, sem agressões com ninguém, apenas serviam de graças as suas respostas.

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Pereirinha gostava muito de frequentar o Pavilhão Vitória, no centro da cidade, e lá, todos que permaneciam ali, gostavam de conversar com ele, não no sentido de zombar, apenas rirem das suas conversas trocadas e engraçadas.
 
Quando alguém lhe perguntava:

- Pereirinha, se eu sair daqui de Mossoró a pé, em direção à Areia Branca (cidade adjacente à Mossoró), que horas mais ou menos eu chegarei lá?

Como ele trocava as coisas, geralmente dizia: 

- Se  você sair daqui de Mossoró para Areia Branca às 10:30 da manhã, para às 10:00 horas, irá chegar lá das 4:30 da tarde para às 4:00 horas. 

E assim era o Pereirinha do Bom Jardim que eu o conheci nas décadas de 60, 70..., perambulando pelo centro da cidade e pelas ruas de Mossoró.

Minhas Simples Histórias

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domingo, 16 de novembro de 2014

O PAVILHÃO VITÓRIA

Por José Mendes Pereira
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É lamentável que a nossa cidade Mossoró quando não pode construir nada, o mais fácil e mais rápido é destruir tudo aquilo que foi feito em décadas passadas, mesmo que tenha uma história.

Geraldo Maia do Nascimento

Este prédio era localizado na Praça Rodolfo Fernandes em Mossoró, e segundo o jornalista Geraldo Maia do Nascimento em um dos seus artigos, diz que  ele foi construído pelo então padre Luís Ferreira da Cunha Mota, que foi o prefeito que mais tempo passou na administração do Município de Mossoró. 


Padre Mota - laprovitera.blogspot.com.

Diz ainda o jornalista: "- Foi construído por volta dos anos 40, ergueu um majestoso pavilhão de cimento armado, de aspectos modernista, que chamou (padre Mota) de Pavilhão Vitória, numa homenagem à vitória das nações aliadas sobre a Alemanha de Hitler.

O Pavilhão tinha sobre o teto um simbólico V, de concreto, com mais ou menos um metro de altura. Tinha formato circular, sendo composto por duas salas fechadas e uma área aberta. Destinava-se a servir como bar, sorveteria e café.

O seu primeiro arrendatário foi o senhor Severino Rodrigues, de Pernambuco, que na instalação tratou de implantar algumas modernidades como a geladeira. 

O Pavilhão Vitória oferecia serviços de bebidas geladas, café, doces e lanches, possuindo ainda seções de confeitaria e charutaria.

Os outros arrendatários foram Antônio Jerônimo de Queiroz (mais conhecido por Suetônio), Jeremias Gurgel e Francisco Leonardo Nogueira (Chico Leonardo), dentre outros.

Foi por vários anos um agradável ponto de encontro de amigos para os bate-papos sobre qualquer assunto. Era o point da cidade. Todos os que se dirigiam ao cinema Pax para ver um filme ou retornavam de uma sessão cinematográfica ali reservavam algum tempo para um gostoso papo, sempre regado a um gostoso cafezinho. 

Ao seu redor, pela manhã e a tarde, ficavam os engraxates, alguns bem tradicionais na cidade, com clientela fixa, numa época que era comum o uso de paletó e gravata, principalmente o branco, que amenizava o calor sem perder o estilo. Os sapatos, portanto, tinham que estar sempre polidos.

 Fotógrafo Manuelito Pereira

Na década de 60, em nome do progresso e da modernidade, demoliram o Pavilhão Vitória. O grande fotógrafo Manuelito Pereira legou para o futuro a imagem que ilustra este texto. Foi só o que restou de um recanto da cidade que marcou época e que ainda é lembrado por muitos que o frequentaram".

Lembro-me bem deste "Pavilhão Vitória", que servia como ponto de encontros noturnos dos estudantes dos diversos colégios de Mossoró, principalmente do Ginásio Municipal, que era mais próximo, o alunado fazia sua merenda e após isso, permanecia lá até altas horas da noite com suas namoradas ou no meio dos amigos.

Quem conheceu e participou do "Pavilhão Vitória", ainda guarda na memória o quanto era divertido e gostoso ficar ali até altas horas da noite, palestrando em rodas de amigos.

Infelizmente o que era para ainda permanecer naquele mesmo local, os mandões destruíram uma história da nossa cidade. Ainda bem que o fotógrafo Manuelito Pereira fotografou o famoso "Pavilhão Vitória", do contrário, só teria sobrado recordação e mais nada.


Fonte de Pesquisa:
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