sábado, 17 de maio de 2014

O Museu do Sertão

Por José Mendes Pereira
Proprietário do Museu - Professor Benedito Mendes Vasconcelos

Terça-feira, desta semana, fui convidado pelo pesquisador do cangaço, Professor Pereira, lá da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, para marcar presença, ontem (16) às 4:00hs da tarde, no "Museu do Sertão", criado pelo professor Benedito Mendes Vasconcelos.

 
Professor Pereira e sua esposa dona Fátima
jaldesmar-costa.blogspot.com

Mesmo sendo mossoroense eu apenas ouvia falar sobre este "Museu Histórico" (particular), e algumas vezes, fui convidado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana, o Kydelmir Dantas, mas nunca eu estava pronto para tal visita.


Cheguei lá um pouquinho antes da chegada do Professor Pereira e sua esposa, ambos chegaram acompanhados do proprietário do "Museu" Professor Benedito Mendes Vasconcelos. 

 
Museu do Sertão conta a história do homem no semiárido com seus instrumentos de trabalho - desimbloglio.blogspot.com

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O Museu fica localizado distante da cidade de Mossoró 5km, na estrada que segue para Alagoinha, município de Mossoró, e em companhia do Professor Pereira, sua esposa dona Fátima, meu cunhado Manoel Pereira (Nezinho), mais o proprietário professor Benedito Vasconcelos passamos o resto da tarde percorrendo os grandes galpões, os quais guardam as peças históricas adquiridas com os recursos próprios  do fundador. E veja que outros galpões, nós não os visitamos, por falta de tempo. 

 
professor-alanmartins.blogspot.com
 
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Você que sempre visita esta cidade, um dia, procura conhecer o "Museu do Sertão" do professor Benedito Mendes Vasconcelos, que com certeza, você verá peças antigas que nunca seus olhos viram em lugar nenhum.

 
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Tem peças que foram usadas pelos índios da região, como urupemas, esteiras, flechas, enormes parafusos feitos de madeira, máquinas gráficas, fósseis de animais, carroças antigas, alambiques, peças que fabricavam rapadura, bulandeiras, máquinas de costura secular, balanças, máquinas de escrever (antigas), ancoretas, roladeiras (que segundo o professor Benedito de Vasconcelos, uma criação mossoroense), serrotes com dois cabos, prensas, enormes tachos para a fabricação de queijo, canoas construídas pelos índios... Seus olhos irão ver o que ainda não viram. 

 
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Você que nasceu em Mossoró também precisa visitar este enorme e valioso acervo para a cultura. O acervo ocupa uma área de 14 hectares de terra. 

 
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Você será bem recebido, e o professor Benedito Vasconcelos lhe acompanhará durante toda visita ao Museu, explicando a finalidade de cada peça, e pense numa pessoa popular.

 
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O "Museu do Sertão" também tem enormes estátuas das nossas personalidades: O Beato Lourenço, Padre Cícero, Patativa do Assaré, Zumbi dos Palmares, Frei Damião, Lampião e outras e outras personalidades do nosso Nordeste Brasileiro. O Museu é fantástico.

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Ao visitá-lo, você não se arrependerá de jeito nenhum. Ao contrário. Voltará outras vezes e será acompanhado de amigos e amigas. 

Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

MINHA CASA, MINHA VIDA, DE SONHO A UMA REALIDADE

Cruz. Aconteceu na manhã desta quita feira, 15, no Auditório do Centro Administrativo de Cruz, uma reunião com as 50 famílias comtempladas com casas do Programa Nacional de Habitação Rural - Grupo I

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                    Sara                  Andréia                         Fátima
Participaram da reunião 50 famílias que se inscreveram no Programa Nacional de Habitação Rural. As famílias comtempladas são moradoras de 21 comunidades rurais do Município de Cruz que atenderam as exigências legais para poderem participar do Programa.
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                                      Comissão eleita
São famílias que moram em casas de favores, alugadas ou cedidas por pessoas da família ou amigos, ou ainda, famílias que vivem agregadas ocupando o mesmo teto.
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O objetivo deste Programa do Governo Federal é zerar o déficit habitacional rural proporcionando aos trabalhadores uma moradia digna que garanta conforto e bem estar a sua família.
Cada família, após receber o imóvel, vai contribuir com quatro parcelas anuais e iguais de R$ 285,00, não sendo permitida a venda do imóvel, pois, quem assim proceder, perderá o direito sobre o imóvel e não participará de nenhum outro programa habitacional em qualquer lugar dentro do território nacional brasileiro ainda seno passível de responde criminalmente pelo ato praticado.
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Além de participarem da reunião, as famílias tiveram toda a documentação conferida e assinaram uma lista de presença e outros documentos exigidos pelo Programa de Habitação.
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A reunião foi coordenada pela Assistente Social Fátima Saldanha Feitosa, Adreina Nascimento Albuquerque, Sara Carina de Vasconcelos e Noriz Regia Silva. Também estiveram participando da reunião, a Secretária de Ação Social e Primeira Dama Andreia Vânia do Nascimento e o Secretário de Gabinete do Prefeito Valmar Menezes.
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Durante a reunião, foi detalhado todo o programa e tiradas todas as dúvidas dos presentes. Também foi escolhida uma comissão constituída por 10 representantes das famílias comtempladas com as casas, com o objetivo de acompanhar os trabalhos de construção para que não haja nenhuma pratica de ato incompatível com a boa realização do projeto.
A comissão ficou assim constituída: Francisco Jucelino Vasconcelos (Poço Doce I), Francisco Cesar de Araújo (Poço Doce II), Jerônimo Antônio Andrade e José Ildes Domingos (Lagoa dos Caboclos), João Mendes de Sousa Filho (Cedro), Francisco Germando de Souza (Lagoa dos Monteiros), Raimundo Nonato Nascimento (Canafístula), Mara Maria Martins (Córrego dos Ana), Maria Cleide Silveira (São José) e Maria Socorro Menezes (Porteiras).
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A comissão tem a responsabilidade de acompanhar todos os trabalhos de construção das casas quando estiverem sendo construídas nas comunidades para que sejam cumpridas todas as exigências colocadas em planta.
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Momento de eleição da Comissão
Proporcionar uma morada digna para as famílias rurais de Cruz, tem sido um compromisso e luta constante do Prefeito Adauto para que todas as pessoas conquistem o direito de moram bem. Muitas outras famílias já se inscreveram para participarem de outras etapas, dando continuidade ao
programa.

Dr. Lima

quinta-feira, 15 de maio de 2014

RANCHINHO DE TAIPA ONDE MORA A FELICIDADE



Cruz. Na zona rural do Município de Cruz, a 300km de Fortaleza, Zona Litoral do Extremo Oeste do Ceará ainda encontramos habitações modestas, onde mora a felicidade e a paz, onde a natureza e as gentes simples do campo trabalham e vivem em perfeita harmonia com a natureza.
Casa de taipa

Ranchinho de palha
Que abriga você e eu
Onde tudo é amor
Onde o chão é de areia
Onde nós dois se agasalha
Nesta casinha tão feia
Mas pouca gente é feliz como nós
                             Luiz Gonzaga


Tive a oportunidade de visitar toda a zona rural do Município de Cruz. Estive em todas as comunidades rurais, que são mais de 40 em todo o Município de Cruz. Visitei mais de 500 residências conversando com as famílias, dialogando com eles e ouvindo suas histórias, seus lamentos, reinvindicações, mas também presenciei momentos de alegria, confraternização e solidariedade entre esta gente humilde do campo. Gente humilde que ainda bota as cadeiras nas calçadas, alpendres ou latadas para prosear com a vizinhança e botar as notícias em dia. Encontrei muitas mulheres reunidas que ainda preservam a cultura de trabalhar com linha fazendo as tradicionais varandas de parede. Vi o exercício deste oficio nas comunidades de Porteiras, Pitombeiras, Lagoa Salgada e Canafístula.
Casa típica da zona rural

Na agricultura, as plantações estão muito diversificadas e em diferentes estágios de desenvolvimento, pois, enquanto uns já fazem colheitas de milho e feijão, outros estão nos primeiros estágios de desenvolvimento de sua lavoura. A irregularidade das chuvas, no tempo e no espaço, não permitiu uniformidade nas plantações, fazendo com que muitos agricultores tenham que pedir por mais chuvas até o tempo da colheita. Os métodos tradicionais de práticas agrícolas ainda estão presentes em suas atividades, pois juntas de bois inda ajudam na lida do campo tracionando arados para capinas e revolvimento dos solos agrícolas.
Habitação rural
O camponês é gente simples, humilde e acolhedora, alguns sisudos, mas, gente boa; enquanto outros são alegres a extrovertidos. Sempre a recepção vinha acompanhada de um aperto de mão, uma xícara de café, um doce caseiro, melancia ou mesmo um simples copo de água fresca de um velho e tradicional pote de barro. Tudo servido com muita satisfação. Foi um momento de reencontro com amigos que não os via, já fazia algum tempo.
Casa de taipa na cidade de Cruz-CE
 Confesso que muitas vezes fiquei emocionado, pois, fazia-me voltar no tempo, e relembrar da época da minha vida no campo, no Sertão do Rio Grane do Norte, na zona rural da minha querida Augusto Severo-RN, quando fazia estas mesmas atividades, com a pele ressecada pelos raios do sol, que provocava um calor intenso e abrasador, e as mãos cheias de calos, produzidos por rudimentares instrumentos de trabalho: foice, enxada, machado e marreta.
Que fazia eu, então, com estas visitas?
Estava visitando os camponeses inscritos no Programa Nacional de Habitação Rural, um Programa do Governo Federal que visa construir casas populares para quem não tem casa ou habita em moradias inadequadas ou ainda para aqueles que moram em casas alugadas ou de favores, ou até mesmo para resolver a situação de várias famílias que compartilham o mesmo teto.
Casa de taipa
Mudar esta realidade é uma das principais metas do Governo Municipal do PT, que tem a frete da administração Adauto, um administrador comprometido com o bem estar da população rural do Município de Cruz.

Ter vida digna no campo é um direito que todo cidadão camponês tem, que foi uma conquista da sociedade rural com a administração do PT que luta para mudar a realidade vivida pela gente humilde do campo que também merece uma vida de conforto e bem está para toda família.
Outra situação difícil, não menos desconfortável para o homem do campo, é a falta de água para o consumo humano e animal. O lençol freático está muito profundo e a água é de qualidade muito ruim. Muitas cacimbas já secaram.
A precipitações pluviométricas registradas este ano tem sido de pouca intensidade, não suficiente para reabastecer os aquíferos, que nem subiram de nível. Um carro pipa do PAC 2 está atendendo aos casos mais difíceis.

Casa de tijolos cruz
 O Prefeito tem se preocupado com esta situação e está implantando sistemas de abastecimento de água nas comunidades rurais, em parceria com as associações, pelo Programa do Governo Federal Água para Todos. Onde não é possível implantar o sistema de abastecimento de água através de rede de distribuição, uma equipe está trabalhando para construir cisternas e polietileno para atender a 1.251 famílias que habitam localidades isoladas e inóspitas.
A luta tem sido incansável para melhorar a qualidade de vida das populações mais carentes da zona rural, que propõe proporcionar uma estrutura de melhor qualidade para o nosso trabalhador rural que é quem garante a alimentação e a matéria prima para tudo que é consumido neste País, portanto, digno de toda a nossa admiração e respeito.


Dr. Lima