sábado, 3 de janeiro de 2015

DESPEDIDA DO ÚLTIMO TREM DE PASSAGEIROS QUE ATUAVA EM MOSSORÓ

Por José Mendes Pereira

Quem passeou de trem indo para Governador Dix-sept Rosado, Caraúbas e outras cidades do Rio Grande do Norte, com certeza ainda sente saudades do balanço e da descontrolada zoada que fazia o  velho transporte.



O último trem com passageiros que ainda permanecia rodando sobre os trilhos, foi desativado de uma vez por toda, em um sábado, às 15:30, do dia 30 de Janeiro de 1988, ordem federal, e que muito fez falta às cidades do médio e Alto Oeste do Rio Grande do Norte.

A sua desativação, deixou muita saudade encravada no coração de cada mossoroense, ao saber que aquele trem que tanto colaborou pelo desenvolvimento de Mossoró, fora condenado a não mais pisar nas terras mossoroenses, e nunca mais colocaria as  suas rodas sobre os  trilhos.

Já bem próximo da sua ida sem volta, na Rua Melo Franco, muitos mossoroenses estavam atentos em suas casas, esperando o trem segui, e para verem-no pela última vez.


Os que trabalhavam na linha férrea das cidades como: Mossoró, Governador Dix-sept Rosado, Caraúbas, Jordão, Patu, Almino Afono, Mumbaça Demétrio Lemos Ulrick Graff, Alexandria, Santa Cruz, São Pedro, Sousa, sentiam um incômodo dentro do peito, em saber que durante muitos anos viveram em prol daquela máquina, e por último, só restava saber para onde iriam, já que o trem, infelizmente seguia para um lugar que nunca mais sairia de lá.

Faltavam poucos minutos para que o condutor levantasse a bandeira verde, ordenando que o maquinista partisse com o trem para o destino combinado pelos superiores da rede ferroviária; talvez iria gozar de sua aposentadoria em Sousa, na Paraíba; e os corações humanos aumentavam as suas batidas. Alguns deles nervosos, encostados às portas das suas casas, aguardavam-no, para levantarem as mãos e dizerem: "-Adeus nosso trem querido! Você muito nos serviu por várias décadas, agora chegou a vez de ir embora para nunca mais voltar!".

Pouco tempo, o trem foi ligado a sua máquina. Os vagões encarrilhados, um a um, também estavam proibidos de voltarem a esta terra que tanto os acolheu por anos e anos.


O maquinista posicionado à cabine, não dava nenhuma palavra, apenas olhava firme em direção aos trilhos que iriam aparecendo. O seu ajudante, permanecia  ao seu lado, com o olhar ao piso da máquina. O mecânico aproximou-se com uma mala cheia de chaves, e lá, a agasalhou em um vagão. E antes que descesse, bateu-lhe uma crise de choro. Os companheiros de trabalho acalentavam-no, pedindo-lhe que  tentasse controlar  a sua emoção. Mas o mecânico chorava descontrolado.

Finalmente, o trem que tanto rodou, deu o primeiro deslocamento sobre os trilhos, e partiu vagarosamente, recebendo o adeus de todos, que ao lado dos trilhos, esperavam a sua partida, e que nunca mais voltaria a esta terra.
 
A ponte da estrada de ferro no Rio Mossoró-RN, foi concluída no dia 7 de fevereiro de 1915, um dia de domingo e oficialmente em 19 de março de 1915 (sexta-feira), idealizada pelo suíço JOHAN ULRICH GRAFF. comerciante que fixou-se em Mossoró, em 1866, com seus companheiros Henrique Burly, Rodolfo Guyane e Conrado Meyer, este, também, suíço. Em 1868, Johan Ulrich abriu, na praça mossoroense, a Casa Graff, voltada ao comércio de importação e exportação. Na época da inauguração o prefeito de Mossoró era FRANCISCO VICENTE CUNHA DA MOTA (1914 - 1916) http://joatamaria-mossorovenezarn.blogspot.com.br/ 

O trem foi desaparecendo, e apenas se ouvia o seu apito sanfonado, como um choro de quem está partindo para bem distante de seus familiares. E a fumaça cobria um pouco a visão de quem o olhava.

Os que permaneciam ao lado da linha férrea, baixaram  os seus olhares, como se tivessem perdidos um  dos seus entes queridos. Mas mesmo assim, não paravam de acenar para ele.

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O trem seguia lentamente, porque era um desejo do maquinista, demorar mais um pouco, já que nunca mais iria manobrar aquela máquina tão importante na sua vida. As lágrimas deslizavam sobre a sua face magra e quente, provocado pelo o calor da temperatura da máquina.

Em um momento, o ajudante percebeu que o maquinista lacrimejava, e perguntou-lhe:

- Você Está chorando?

- Um pouco. Sinto um forte arrocho no meu coração, devido a  saudade que já estou sentindo, por quem não voltará comigo, deixou-me doente. Foram décadas que passamos juntos. Mais momentos bons do que ruins.

Infelizmente, o trem que tanto rodou sobre o chão de nossa cidade, que a engrandeceu, prestando os seus serviços, desapareceu dos trilhos e dos olhares mossoroenses. E alguns que haviam acompanhado a sua partida, no silêncio,  também lacrimejavam.


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O trem se foi. Em todos os momentos de metros rodados, os olhares dos sertanejos que residiam próximo à linha férrea, acompanhavam-no. Animais, pássaros, árvores, todos estavam com os seus holofotes virados em sua direção, para despedirem-se do trem que nunca mais voltará a nossa querida Mossoró.

O adeus dos mossoroenses dirigidos a você, trem, ficou registrado na mente de cada um. Você se foi, e com certeza, está guardado sob um galpão, sujo, empoeirado e coberto por malditas crostas ferrugentas.

Minhas Simples Histórias 

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

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sábado, 13 de dezembro de 2014

DIA DE SANTA LUZIA CONHEÇA A HISTÓRIA DA SANTA PROTETORA DOS OLHOS


 
Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.

Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe queria vê-la casada com um jovem de distinta família, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento foi para uma romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, de onde voltou com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimento por que passaria, como Santa Águeda.

Vendeu tudo, deu aos pobres e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício aos deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras e até a decapitação em 303, para assim testemunhar com a vida, ou morte o que disse:  

“- Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”. 

Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também. 

http://noticias.cancaonova.com/conheca-a-historia-da-santa-protetora-dos-olhos/ 

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

FLORINA ESCÓSSIA LANÇA O LIVRO "PÉTALAS" HOJE EM MOSSORÓ


Florina Escóssia lança seu primeiro livro no Museu Lauro da EscóssiaA poetisa mossoroense Florina Escóssia lança hoje "Pétalas", reunião de 37 poesias que se converteu em seu primeiro livro. A obra já foi lançada em Natal, no dia 3 de dezembro, na Pinacoteca Potiguar; e em Mossoró, o evento será realizado no Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia, hoje, a partir das 19h.

A escritora comenta que o local escolhido para o lançamento do livro foi muito emblemático. Ela, que é neta de Lauro da Escóssia, explica que o museu era a segunda casa de seu avô, e poder apresentar aos mossoroenses seu primeiro trabalho ali é muito significativo à memória de sua família.

" ‘Pétalas’ é um livro de poesias que retratam meus mais profundos sentimentos, por minha família, meus filhos e lembranças da minha infância e juventude. Falo também de meu amor por Mossoró, cidade por qual tenho um carinho gigantesco", comenta a escritora.

Florina relata que muitos de seus textos foram escritos há vários anos e que ela sempre gostou de produzir poesias, apesar da falta de coragem para publicar. A antologia poética "Mossoró e Tibau em Versos", de organização dos escritores David de Medeiros Leite e José Edilson Segundo, foi onde Florinda se viu pela primeira vez publicada. "Pétalas" é divido em três partes e tem fotografias assinadas pelo renomado Ricardo Lopes.

"Costumo dizer que saí da barriga de minha mãe e vi o mundo em forma de poesia, mas passei 50 anos para entender isso. Quando me vi publicada na antologia poética, fiquei muito empolgada e resolvi tirar do baú textos que sempre escrevi e não mostrava para ninguém. Foi aí que nasceu ‘Pétalas’", conta Florina Escóssia.

A poetisa afirma que a experiência gerada pela produção de "Pétalas" já deixou frutos e que em breve ele pensa em reunir mais materiais para começar a escrever um novo livro. Durante o lançamento, a obra será vendida por R$ 30,00.

Lançamento do livro "Pétalas"
Local: Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia
Hora: às 19h
Sobre o livro
Autora: Florina Escóssia
Editora: Sarau das Letras
Fotografia: Ricardo Lopes.
Páginas: 120.
Preço: R$ 30,00
Fonte: 


Enviado pelo poeta e pesquisador do cangaço José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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domingo, 7 de dezembro de 2014

"DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS"


O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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