domingo, 16 de novembro de 2014

O PAVILHÃO VITÓRIA

Por José Mendes Pereira
http://www.blogdogemaia.com/

É lamentável que a nossa cidade Mossoró quando não pode construir nada, o mais fácil e mais rápido é destruir tudo aquilo que foi feito em décadas passadas, mesmo que tenha uma história.

Geraldo Maia do Nascimento

Este prédio era localizado na Praça Rodolfo Fernandes em Mossoró, e segundo o jornalista Geraldo Maia do Nascimento em um dos seus artigos, diz que  ele foi construído pelo então padre Luís Ferreira da Cunha Mota, que foi o prefeito que mais tempo passou na administração do Município de Mossoró. 


Padre Mota - laprovitera.blogspot.com.

Diz ainda o jornalista: "- Foi construído por volta dos anos 40, ergueu um majestoso pavilhão de cimento armado, de aspectos modernista, que chamou (padre Mota) de Pavilhão Vitória, numa homenagem à vitória das nações aliadas sobre a Alemanha de Hitler.

O Pavilhão tinha sobre o teto um simbólico V, de concreto, com mais ou menos um metro de altura. Tinha formato circular, sendo composto por duas salas fechadas e uma área aberta. Destinava-se a servir como bar, sorveteria e café.

O seu primeiro arrendatário foi o senhor Severino Rodrigues, de Pernambuco, que na instalação tratou de implantar algumas modernidades como a geladeira. 

O Pavilhão Vitória oferecia serviços de bebidas geladas, café, doces e lanches, possuindo ainda seções de confeitaria e charutaria.

Os outros arrendatários foram Antônio Jerônimo de Queiroz (mais conhecido por Suetônio), Jeremias Gurgel e Francisco Leonardo Nogueira (Chico Leonardo), dentre outros.

Foi por vários anos um agradável ponto de encontro de amigos para os bate-papos sobre qualquer assunto. Era o point da cidade. Todos os que se dirigiam ao cinema Pax para ver um filme ou retornavam de uma sessão cinematográfica ali reservavam algum tempo para um gostoso papo, sempre regado a um gostoso cafezinho. 

Ao seu redor, pela manhã e a tarde, ficavam os engraxates, alguns bem tradicionais na cidade, com clientela fixa, numa época que era comum o uso de paletó e gravata, principalmente o branco, que amenizava o calor sem perder o estilo. Os sapatos, portanto, tinham que estar sempre polidos.

 Fotógrafo Manuelito Pereira

Na década de 60, em nome do progresso e da modernidade, demoliram o Pavilhão Vitória. O grande fotógrafo Manuelito Pereira legou para o futuro a imagem que ilustra este texto. Foi só o que restou de um recanto da cidade que marcou época e que ainda é lembrado por muitos que o frequentaram".

Lembro-me bem deste "Pavilhão Vitória", que servia como ponto de encontros noturnos dos estudantes dos diversos colégios de Mossoró, principalmente do Ginásio Municipal, que era mais próximo, o alunado fazia sua merenda e após isso, permanecia lá até altas horas da noite com suas namoradas ou no meio dos amigos.

Quem conheceu e participou do "Pavilhão Vitória", ainda guarda na memória o quanto era divertido e gostoso ficar ali até altas horas da noite, palestrando em rodas de amigos.

Infelizmente o que era para ainda permanecer naquele mesmo local, os mandões destruíram uma história da nossa cidade. Ainda bem que o fotógrafo Manuelito Pereira fotografou o famoso "Pavilhão Vitória", do contrário, só teria sobrado recordação e mais nada.


Fonte de Pesquisa:
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Minhas Simples Histórias
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

MORRE EM MOSSORÓ AQUELE QUE MAIS CONTRIBUIU COM A CRIAÇÃO DA CIDADE

Por José Mendes Pereira
Lamentável! 

Morre em Mossoró aquele que mais contribuiu com a criação da cidade, dando todo auxílio aos índios Mouxorós, Monxorós ou Mossorós, da tribo Cariri, que habitaram a região até quase metade do século XVIII, o século do povoamento mossoroense, segundo Geraldo Maia em seu artigo:  http://www.blogdogemaia.com/index.php?arq=10/2010

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Infelizmente é triste, mas isto é a realidade, o "Rio Mossoró" findou desta forma, como mostra as fotos abaixo, dando o adeus a todos os mossoroenses e aos que visitam a nossa cidade.  

Foto do acervo de José Mendes Pereira

Durante centenas de anos este rio foi aquário para peixes, garantindo a alimentação dos índios Mouxorós, Monxorós ou Mossorós, que habitavam ao redor das suas margens, hoje apenas o vemos deste jeito, sem água, e uma porção de plantas aquáticas enfeitam o seu leito seco.

Foto do acervo de José Mendes Pereira

Até hoje ninguém sabe quem foi o assassino do rio Mossoró, se foi a natureza ou os órgãos públicos que não fizeram nada para que ele continuasse com muita água no seu canal.

Foto do acervo de José Mendes Pereira

Alguns dizem que um dia aparecerá o verdadeiro assassino do rio Mossoró, e irá pagar pelo crime culposo que praticou, sem intenção de matar.

Foto do acervo de José Mendes Pereira

Outros mais exigentes e sem medo de falar dizem que o rio Mossoró que corta a bela cidade, foi assassinado através de crime doloso, com intenção mesmo de matar, já que ninguém procurou fazer algo em seu benefício.

Foto do acervo de José Mendes Pereira

É lamentável que uma cidade tão bela como é Mossoró, perdeu o rio que muito a enfeitou, e que ajudou na sua criação, fornecendo água e peixes para os seus moradores.

Foto do acervo de José Mendes Pereira

E agora, será que um dia os mossoroenses terão o prazer de ver o rio Mossoró ressuscitando? É preciso que a população chame a atenção dos governantes para o iminente desastre.

VEJA ALGUMAS FOTOS DO RIO MOSSORÓ QUANDO ERA VIVO:

pt.wikipedia.org
www.skyscrapercity.com
paduacampos.com.br
paulomartinsblog.zip.net

Minhas Simples Histórias

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O radialista coroné Pereira

Por José Mendes Pereira

Eu estive hoje pela manhã na residência de Antonio Pereira de Melo, o  radialista coroné Pereira, e ele me falou que continua recuperando-se sem nenhum alteração da cirurgia que fez.

Felicidade coroné Pereira, que continue assim!

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CIRO GOMES: "A CRISE POTENCIALMENTE EXPLOSIVA É A ECONÔMICA"


  Com o título “Dilma precisa de melhores companhias”, eis artigo do ex-ministro Ciro Gomes, secretário estadual da× Saúde, que ganhou espaços na revista× Capital desta quarta-feira. “A presidenta precisa desinterditar o debate, chamar a inteligência brasileira e pedir que todos deixem suas certezas na porta de entrada e, livres de preconceitos, produzam uma ideia comovente ao País”, diz ele.Confira:
O submundo do mercado e da política não deram à reeleita× Rousseff nem 24 horas de trégua. E não haverá paz. Isso significa duas coisas neste momento: há muito pouco tempo para o novo governo se iniciar (o calendário gregoriano pouco importa aqui) e tudo o que ela não deve nem pode fazer, sob pena de se desconstituir muito rapidamente, é tomar iniciativas atabalhoadas que simbolizem uma rendição deslegitimadora a uns ou a outros. A alta dos juros básicos da economia, estabelecidos pelo× Central, na quarta-feira 29 foi péssimo sinal. Aumentar a gasolina neste contexto, fatal. Negociar com a escória que vota contra o governo na× Câmara dos Deputados, e, logo, logo, no× Senado, em seus termos e por meio da pedagogia da chantagem, será mortal.
Não creio exagerar em nenhum desses argumentos. Dilma Rousseff só venceu as eleições pelo fato de a maioria precária de nós, brasileiros, perdoarmos as graves contradições de sua governança e, especialmente, de sua condução da economia. E o fizemos por argumentos de duas ordens: confiamos em sua boa-fé e decência pessoal, vis-à-vis a crônica de desmandos e escândalos magnificados pelos sócios majoritários da imoralidade pátria, especialmente na grande mídia. E, acima de tudo, penso eu, por percebermos que, por trás de tudo, é possível enxergar que a “turma”que Dilma de fato representa, apesar de sua mania de andar mal-acompanhada, os valores mais importantes para o povo: o compromisso nacional, o trabalho como bem central em uma nação civicamente sadia, o compromisso moral com a superação da vergonhosa desigualdade que nos aparta (de um lado, uma elite minúscula, mas aferrada a uma cultura escravocrata, de outro, imensas maiorias excitadas com informação globalizada de um padrão de consumo ao qual não conseguem ascender com o pouco que evoluíram).
Não é o suficiente para sustentar um novo governo com os problemas graves e urgentes no horizonte, mas é suficiente para recomendar: nesses valores, e não naqueles dos reacionários, Dilma precisa escorar-se para enfrentar a difícil tarefa que lhe espera.
Algumas obviedades, outras nem tanto: equipe, agenda, foco, amor ao resultado, urgências. Nada disso caracterizou o governo que se “encerrou”. Na verdade é incrível que× Dilma tenha escapado da derrota com a equipe (salvemos as raríssimas exceções) inacreditável com que governou. E o problema não é a conciliação com picaretas bem-recomendados pela “base”, enquanto a presidenta faz, repleta de sinceridade, um discurso moralista. O pecado do pecador é desculpável, o do pregador, nunca. Ou bem se reproduz a moralidade FHC/lulista de que “é assim ou não se governa”, ou conheçamos o exemplo recente de× Franco, que governou sem conciliar com a ladroagem. Dando ao intermédio a condição de se entender aqui, em outra linguagem, na nossa: 36 anos de experiência me autorizam a afirmar, assim se obtém a maioria. O oposto levaria a uma crise de legitimidade e sinceramente não sei se× Dilma teria condições de administrá-la.
Crise mesmo não é, porém, aquela essencialmente política, embora possa ser igualmente complexa. A crise potencialmente explosiva é a econômica. O País tem sido administrado da mão para a boca e nossas margens se estreitam de forma muito grave. Também aqui não creio exagerar. O ano de 2015 já será difícil se for feito tudo o que é preciso. E será pior se nada for feito.
Alguns números para embasar as minhas preocupações: o desequilíbrio nas contas correntes do Brasil com o exterior é o maior da história e tende a aumentar (86 bilhões de dólares). A balança comercial de produtos manufaturados (diferença entre o que compramos e vendemos no mercado internacional no setor industrial) alcança 106 bilhões de dólares. As contas fiscais se deterioraram aceleradamente nos últimos meses e a reversão pela via conservadora e não seletiva levará inevitavelmente à recessão.
Do câmbio vem uma pressão inflacionária, da área fiscal, uma pressão recessiva. Primeiro efeito: estagflação. Resultados mais graves: o estreitamento da margem para os ganhos salariais e, no médio prazo, para a manutenção do nível de emprego. Se acontecer, os fundamentos centrais do novo e precário contrato político de Rousseff com a maioria será atingido.
Para tudo há solução. Nenhuma delas mágica, acredito. Mas nenhuma produzida a partir da prostração ideológica que caracterizou a campanha eleitoral. Fora do trivial cardápio moralista, discutiram-se apenas as nuances de conservadorismo.
A presidenta precisa desinterditar o debate, chamar a inteligência brasileira e pedir que todos deixem suas certezas na porta de entrada e, livres de preconceitos, produzam uma ideia comovente ao País. Uma economia política inteligente guiada pelo pragmatismo na superação de nossos desequilíbrios. Um projeto de nação que coloque todo e qualquer sacrifício na perspectiva de uma construção de futuro.
Não duvide: se Dilma temer os riscos e preferir as acomodações que se planejam para ela e seu tempo precário… Bem, Deus proteja o Brasil.
* Ciro Gomes.
http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar



sábado, 1 de novembro de 2014

Professor Mosart e a melhor tesoura do mundo



Por José Mendes Pereira

Eu não tenho muito o que falar sobre o  professor Mosart, apenas sei que ele residia em Mossoró, em frente à Praça Bento Praxedes Fernandes Pimenta, conhecida como Praça do Codó, e não sei o seu nome completo.


Ele foi meu professor na escola em que eu estudava,  e foi um dos que passou muito rápido por lá, por isso quase nada tenho para falar sobre ele, mas me lembro de alguns fatos que ele nos contou em sala de aula, e aqui eu escrevo um deles.
  
Certa noite, o professor Mosart  contou-nos que fez uma excursão por alguns países da Europa, e neste continente, conheceu Portugal, Alemanha, Itália, França, Espanha..., e ao retornar, passou pela América do Norte, com maior estadia nos Estados Unidos, para conhecer "The Statue of Liberty" (Estátua da Liberdade), teatros, a "White House" (Casa Branca), Congresso Nacional, costumes, comidas típicas, religiões, políticas e outros mais.

ultradownloads.com.br

Já com malas prontas para ocupar o avião, a sua mãe exigiu que, ao retornar ao Brasil, quando passasse pelos Estados Unidos, comprasse uma tesoura de boa qualidade, pois muito desejava possuir um objeto daquele país tão falado e potente. Mas com uma condição: só queria que a tesoura fosse comprada lá, não importava que tivesse sido fabricada em outro país. Queria a melhor tesoura, e que fosse comprada nos Estados Unidos. 


Lá nos Estados Unidos o professor Mosart visitou algumas lojas para fazer a compra da tesoura de boa qualidade. Mas todas as lojas que ele passou, quando solicitava a melhor tesoura do mundo, os comerciários só lhe apresentavam tesouras com o nome "Made in Brazil" fabricada no Brasil.

- Mas eu quero a melhor tesoura do mundo. - Dizia o professor Mosart a uma comerciária.

- Temos muitas tesouras fabricadas em diversos países. Mas a melhor tesoura que temos, é a tesoura que é fabricada no Brasil. - Disse-lhe uma linda e educada jovem.

O professor Mosart findou comprando a tesoura de fabricação brasileira, já que a sua mãe queria possuir a melhor tesoura do mundo, mas que fosse comprada nos Estados Unidos. Não importava a origem de fabricação. 

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